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20 julho 2013

MAIS UM SUPOSTO ERRO MÉDICO MOSTRA A INCAPACIDADE DE NOSSOS MÉDICOS

Inicialmente quero explicar o porquê da expressão “suposto erro médico”, simplesmente, por não ter provas cabais do erro que infelizmente ceifou a vida de mais uma inocente de apenas 3 anos de idade.

Na manhã da terça-feira (09) da semana passada, a vó da menina Giovanna resolve levar a criança ao hospital, mais precisamente ao Hospital da Criança localizado no bairro da Alemanha, o motivo seria uma febre intermitente que poderia ser causada por uma inflamação na garganta. Ao sair de casa a pequena Giovanna, consciente e andando com os próprios pés, dá até logo, sem saber que jamais voltaria a ver os pais; a irmã mais velha, de 5 anos de idade e um garotinho de apenas 1 ano; além dos amigos que conquistou, principalmente na igreja que desde cedo frequentava.

No hospital dezenas de crianças lotavam os leitos e dependências sofrendo com sintomas semelhantes. Os riscos de se contrair uma infecção hospitalar é grande, principalmente pela falta de limpeza do local, o banheiro, principalmente, parece mais um banheiro público de adultos que um banheiro para crianças, a fedentina exala e a falta de limpeza causa aversão às próprias crianças.

Apesar da febre, a pequena Giovanna não parece sofrer de nada mais grave, até que a aplicação de um medicamento, Plasil, faz a frequência cardíaca da menina aumentar, e mesmo depois do atendimento da médica, a garotinha não resiste e parte deste mundo.
No dia seguinte o laudo médico indica, além de parada Cardiorrespiratória (evidente), vermes, o que a meu ver não levaria a menina a óbito instantaneamente.

Além da dor da família de perder uma garota de futuro promissor, fica a incerteza do que de fato aconteceu com ela. Fico intrigado, pois já perdi uma afilhada de poucos meses de vida após tomar o mesmo medicamento e mais duas irmãs dela, que também tinham poucos meses de vida. Acredito, por conta disso, que não seja só coincidência.

Uma certeza eu tenho, jamais deixarei qualquer uma das minhas sobrinhas ou filhas (quando tiver) tomar tal medicamento, porquanto por obra do destino, ou por erro médico, tem levado as nossas crianças com tanta vida a ser vivida.

EMERSON MARINHO


15 julho 2013

A GLOBO SE RENDE ÀS CRÍTICAS DECLARADAS CONTRA O PT

Não é segredo, ou mesmo novidade que a maior e mais poderosa Tv da América Latina apoia a Direita. Isso é explicável, pois ela nasceu na época da Ditadura, “financiada” pelos Militares e durante todo esse tempo, até quando a Direita esteve no poder, viveu às custas, quase que exclusivamente, de recursos oriundos dos cofres públicos por meio dos anúncios publicitários.
No entanto, sempre tentou mostrar-se, em nome do bom jornalismo, imparcial, mesmo não conseguindo, para boa parte dos telespectadores.

Entretanto, nesta semana, depois de alguns anos sem acompanhar o jornalismo viciado da Toda Poderosa, gastei meu tempo assistindo o Programa do Jô, uma cópia escrachada dos programas norte-americanos, que lá faz muito sucesso. O apresentador chama 5 jornalistas (mulheres) para falar sobre a situação política do país (lê-se, a crise do PT, como colocado). Uma das jornalistas era a Liliam Vitifibe, por quem durante algum tempo mantive grande respeito e admiração. Em meio às perguntas dirigidas que insinuavam que o PT estava em crise e, nas entrelinhas, que o governo do PSDB deixou saudades, se viu como o apresentador estava voltado a passar para o público que o Partido dos Trabalhadores, e a Presidente Dilma Rousseff é a grande responsável pela crise na saúde, segurança, educação, etc. que impera no país. Se fizermos um exercício mental da história do nosso país, vamos lembrar: a crise é crônica e já existe desde que o Brasil é Brasil.

Um dos momentos que mais me chamou a atenção, foi quando Jô Soares pede para as jornalistas se calarem, pois estavam em uma pequena discussão provocando uma pequena balbúrdia, dizendo: Vamos parar com essa bagunça aqui. Vou passar a palavra para a Liliam. Isso porque ela é a que se mostrava mais crítica ao PT ao lado do apresentador. As outras jornalistas se mostravam mais imparciais e faziam suas críticas mais sensatas afirmando que não era bem como eles estavam afirmando.

Lembremos que foi a Rede Globo a grande responsável pela eleição do ex-presidente, Fernando Collor de Melo, trabalhando a imagem dele como um cidadão jovem e capaz de mudar a História da nossa política, e foi essa mesma emissora a responsável pelo impeachment do ex-presidente, quando incentivou os caras pintadas a ir às ruas e pedir a saída do presidente. Hoje, após 10 de esquerda no poder, e o fim dos privilégios da emissora, viram uma oportunidade de manipular a massa que hoje vai às ruas, para pedir a saída da presidente (mesmo isso ficando nas entrelinhas).

Não estou a defender o PT, pois não sou filiado a qualquer partido político e faço várias críticas ao partido principalmente depois do Mensalão, mas não é justo demonizar pessoas por uma crise, que infelizmente chega com força em nosso país, quando no governo Lula parecia, a este na época, que chegaria ao nosso país apenas como uma “marolinha”.


EMERSON MARINHO

06 julho 2013

O GIGANTE ACORDOU. E AGORA?

Há algumas semanas, os meios de comunicação além de sites, blogs e ferramentas sociais, estampavam em suas páginas, notícias das manifestações populares que se espalharam por todo o território nacional. Uma das frases mais repetidas em cartazes e mesmo nos gritos de ordem era: O Gigante Acordou, uma referência aos versos do Hino Nacional Brasileiro: “Gigante pela própria natureza” e “Deitado eternamente em berço esplendido”.

O brado, ouvido nas ruas de São Paulo, foi um “grito de basta” de quem não aguentava mais tamanha afronta e falta de respeito ao cidadão. Acreditava-se ser mais um dentre tantos outros que passam quase despercebidos nos telejornais. A poderosa Rede Globo por meio do seu comentarista, Arnaldo Jabor, apressou-se em afirmar que o ato era promovido por playboyzinhos irresponsáveis da classe média, com o simples intuito de promover baderna. Dois dias depois foi obrigado a se retratar admitindo que o movimento era uma “inquietação tardia” comparando-o com o dos Caras Pintadas.

Após várias semanas de movimento e das cenas de quebra-quebra que a grande mídia fez questão de acentuar (mesmo ressalvando que era apenas uma pequena parcela dos manifestantes, os “baderneiros”) muitos veem o movimento com desconfiança. Acéfala e desorganizada, as passeatas se espalham pelo Brasil, como um tsunami, entretanto, se perde em meio a tantas reivindicações, a mobilizações sem pauta definida e sem saber qual o poder que o povo realmente tem.

O Movimento do Passe Livre ao declarar o fim das mobilizações, após o governo abaixar o preço da tarifa, talvez com a intenção de sair com o nome da instituição fortalecido, joga um balde de água fria no fogo “figurado” das manifestações. Se a intenção era arrefecer o vigor da massa, o objetivo não obtém logro, não desmobiliza o povo, que ainda sai às ruas para reivindicar melhorias nos serviços públicos.

O Gigante acordou, mas acordou atordoado, analfabeto por falta de professores qualificados e bem remunerados; por escolas sucateadas, sem carteiras, material didático e estrutura física precária. O Gigante hoje é “apolitizado” se intitula apartidário, e contra as bandeiras de quem há muito tempo discute as necessidades dos brasileiros e sabe o que é possível fazer e a quem cobrar para ver as suas reivindicações atendidas. O temor não é aos politizados, é aos políticos corruptos que amedrontados com o clamor das ruas, busca aprovar leis dormentes nas gavetas do congresso nacional e do senado por vários anos, com o simples intuito de fazer média com os eleitores.

O Gigante acordou, mas parece anêmico pela falta de saúde pública de qualidade, que sofre pelo atendimento precário em nossos hospitais sem a mínima estrutura e com grande parte dos profissionais da saúde descomprometidos com o juramento feito por ocasião da formatura, de usar seu “poder e entendimento” para o “bem do doente” e “nunca para causar dano ou mal a alguém”.

O Gigante acordou acanhado, receoso, por falta de segurança pública. Sem a mínima noção de seu poder, foi agredido pela força militar, intransigente e obediente ao poder público que acredita que tudo pode. O sangue que jorra do corpo do colosso é fruto da injustiça sofrida por aqueles que sofrem e por aqueles buscam um futuro melhor para todo o povo brasileiro.

O Gigante, que agora acordou, é formado em sua maioria por fantoches, massa de manobra que saem às ruas para fazer número sem saber o que reivindicam, e que por trás dessas manifestações tem interesses laudáveis, mas outros escusos.

Se de um lado, o Gigante parece desorientado sem saber o que de fato quer e precisa, do outro lado os políticos parecem atônitos ao ver o povo nas ruas, temendo ver este desperto, inquieto e organizado, destituindo-os da mamata dos cargos públicos eletivos.

Apesar das conquistas alcançadas (a redução dos R$0,20 centavos na tarifa dos transportes públicos, da derrubada da PEC 37, da definição de que os royalties do petróleo serão destinados em sua totalidade para a educação e saúde, 75% e 25% respectivamente), infelizmente, o futuro do nosso Gigante é voltar a “dormir em berço esplendido”, acomodado com os desmandos dos nossos parlamentares, com a falta se segurança, de educação, de saúde, aguardando que até outro aumento de passagem seja a força motriz para despertar mais uma vez o gigante adormecido.

Espero sinceramente, que daqui a alguns meses eu possa agir como o Arnaldo Jabor (não por má fé) e venha publicamente me retratar por conta do meu ceticismo com o futuro deste movimento. No fundo espero ver que o “brado retumbante” deste “povo heroico” faça voltar a brilhar “o sol da liberdade” desta nossa “Pátria amada Brasil”.

Emerson Marinho

12 dezembro 2012

HACKER DIZ TER FRAUDADO ELEIÇÕES NO BRASIL SEM INVADIR URNA ELETRÔNICA


A urna eletrônica é objeto de polêmica no Brasil: muitos especialistas dizem que ela é passível de fraude. Mas parece que ela não é o único problema: um hacker, aparentemente vivendo sob proteção policial, diz ter fraudado o resultado de eleições este ano – e sem invadir qualquer urna eletrônica.
No seminário “A urna eletrônica é confiável?”, realizado no Rio de Janeiro por institutos ligados ao PR e PDT, o hacker Rangel afirmou que teve acesso ilegal à intranet da Justiça Eleitoral no RJ, e que modificou resultados para beneficiar candidatos da Região dos Lagos. Um dos beneficiados seria o deputado Paulo Melo (PMDB), atual presidente da Assembleia Legislativa do RJ (Alerj).
Rangel, de 19 anos, ainda disse que não atuava sozinho: ele fazia parte de um pequeno grupo que alterava resultados antes de serem enviados ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Como? Tendo acesso privilegiado à rede da Oi, que fornece a infraestrutura para a Justiça Eleitoral do RJ. Eis o que ele diz:
"A gente entra na rede da Justiça Eleitoral quando os resultados estão sendo transmitidos para a totalização e depois que 50% dos dados já foram transmitidos, atuamos. Modificamos resultados mesmo quando a totalização está prestes a ser fechada."
As acusações são mesmo reais? Bem, Rangel disse que já prestou depoimento na Polícia Federal, mas ainda não vimos nenhuma declaração pública a respeito. Por isso, a deputada estadual Clarissa Garotinho (PR) prometeu investigar mais o assunto; enquanto Fernando Peregrino (PR), que organizou o seminário, diz que vai levar a denúncia “às últimas consequências”.
Além da rede, as próprias urnas eletrônicas são rodeadas por certa desconfiança: o voto é apenas digitalizado, o que aumenta o potencial de fraudes; não há auditoria independente dos votos; e ela pode ser invadida com as ferramentas certas. Alternativas não faltam: em outros países, ou o voto é impresso (além de ser digitalizado), ou ele é associado a um código que você pode usar depois para checar seu voto após as eleições.
Se for confirmada, a invasão à rede da Justiça Eleitoral será, para ela, mais uma dor de cabeça. Caso haja mesmo fragilidades em sua rede – que ela garante ser segura – teremos que reavaliar a forma como votamos no Brasil.

FONTE: MSN TECNOLOGIA

31 outubro 2012

O ENGODO DOS DISCURSOS DAS COTAS RACIAIS


O discurso ontológico de que as cotas servem para corrigir distorções históricas causadas por décadas de escravidão e discriminação com os negros no nosso país traz consigo uma série de imbricações que este ano começam a surgir após a adoção do sistema de cotas raciais pelas instituições federais por determinação do governo federal. A lei, sancionada pela presidente Dilma Rousseff, prevê que todas as universidades e institutos federais do país reservem 50% das vagas para alunos que tenham feito todo o ensino médio na rede pública. Desse total, metade será destinada a quem tem renda familiar de até 1,5 salário mínimo por pessoa. E dentro desse universo de vagas destinadas a estudantes de escolas públicas serão aplicados os critérios raciais.

Mais uma vez, volta também, os velhos discursos dos anticotistas que afirmam que é uma forma velada de sectarismo, de preconceito racial ao afirmar que os negros são incapazes de disputar com o outro universo.
O maior dos problemas é que o sistema de cotas foi compreendido apenas no sentido de que as cotas se destinam para quem se declara negro, e em se tratando de Brasil, um país de grande miscigenação, não é fácil qualquer um alegar que por suas veias corre sangue dos negros. O que já foi um problema para diversas instituições, inclusive a UFMA que teve que responder à justiça pelos critérios utilizados pela instituição para determinar a “negritude” deste aluno em detrimento de outro. No caso a família entrou na justiça, pois foi classificado um irmão gêmeo como negro, enquanto o outro não.

Outro grave problema das cotas é prejudicar a qualidade, o nível dos cursos e por consequência dos profissionais formados pelas instituições de ensino, pois as instituições federais são obrigadas a aprovar os estudantes, mesmo que não estejam habilitados, que tenham conhecimento para compreender as disciplinas apresentadas durante o curso, ou que acompanhem os assuntos dispostos, o que leva os professores a reduzir a qualidade do curso para que todos acompanhem, prejudicando os mais qualificados, ou avançar com o assunto prejudicando o aprendizado dos cotistas. E afirmar que os professores não precisariam reduzir a qualidade do ensino, pois os alunos aplicados se desdobrariam para acompanhar o assunto é afirmar que os mesmos seriam capazes de se esforçar para serem aprovados na prova universal. Outro problema é que para alguns cursos, como direito e medicina, no caso dos cursos superiores, os estudantes teriam que adquirir livros e/ou equipamentos, muitas vezes muito caros, e que os cotistas não teriam condições de comprar. Fica uma indagação e ao mesmo tempo uma sugestão, o governo não deveria assumir, também, esse ônus?

Talvez a solução fosse determinar que as universidades públicas fossem destinadas a quem cursou ensino público por toda a vida acadêmica, enquanto as faculdades e universidades particulares se destinariam aos estudantes de ensino particular. Mas entraríamos em outro grave problema que já começa a despontar no ensino brasileiro, o sucateamento do ensino público superior em detrimento da valorização do ensino particular, como já acontece com o ensino fundamental. Entretanto fico com o feijão com o arroz, a valorização do ensino fundamental, com o investimento tanto no ensino/aprendizado como nos professores. Os apoiadores das cotas, até alegam que essa seria uma solução a longo prazo, é verdade, mas quando o governo assume adotar as cotas abdica de investir no ensino público, acreditando que o povo se contentará com essa medida paliativa.

Emerson Marinho
DRT: 1813