Pages

Mostrando postagens com marcador Maranhão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Maranhão. Mostrar todas as postagens

28 julho 2023

200 ANOS DA ADESÃO DO MARANHÃO À INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

O caminho sinuoso até a adesão à separação de Portugal, selada em 28 de julho de 1823

Emerson Marinho*

Imagem da internet.

Na data de hoje, 28 de julho, comemora-se o aniversário da adesão do Maranhão à Independência do Brasil, conquistada em 7 de setembro de 1822. O episódio, ocorrido há 200 anos, marca um momento importante na história do Estado e do país.

Após a proclamação da independência por Dom Pedro I, as províncias brasileiras foram aderindo gradualmente ao novo império. No Maranhão, parte da elite local resistia à separação de Portugal. Somente depois de intensas articulações políticas lideradas por João Tibúrcio e José de Sousa Martins, a adesão à independência foi confirmada em 28 de julho de 1823.

A data simboliza o rompimento definitivo dos laços coloniais e a incorporação plena do Maranhão ao território brasileiro soberano. Representa também a vitória dos ideais liberais e autonomistas sobre o conservadorismo ligado à metrópole portuguesa.

Passados dois séculos, o aniversário da adesão maranhense é uma ocasião para celebrar nosso pertencimento à nação brasileira. É tempo de reafirmar os valores republicanos e democráticos que nos unem como povo.

Embora enfrentemos enormes desafios sociais e econômicos, o exemplo dos maranhenses de 1823 nos incentiva a lutar por um país mais justo e próspero. Cabe a nós dar continuidade, no presente, à construção da nação sonhada por nossos antepassados.

Que o bicentenário da adesão seja uma data para rememorar com orgulho nossa história, mas também para refletir sobre como podemos contribuir para o futuro do Maranhão e do Brasil. Nossas raízes estão fincadas na ousadia daqueles que abraçaram a causa da independência há dois séculos.

* Bacharel em Comunicação


18 julho 2023

PROJETO DE LEI PREVÊ OBRIGATORIEDADE DE GUARDAS NAS ESCOLAS DE SÃO LUÍS

Projeto de lei propõe a contratação de guardas para atuar nas escolas públicas da capital, em contraposição ao modelo de escolas cívico-militares do governo federal

Emerson Marinho*

Imagem gerada por IA,
A violência nas escolas é uma preocupação crescente que afeta não apenas pais, alunos e professores, mas também os gestores públicos. Nos últimos meses, o Brasil testemunhou uma onda de ataques violentos em instituições de ensino, resultando em vítimas fatais e traumas duradouros. Em São Luís, também foram registrados casos de possíveis ameaças em escolas, impulsionados por discursos de ódio nas redes sociais.

Frente a essa realidade preocupante, um projeto de lei em tramitação na Câmara Municipal de São Luís propõe a obrigatoriedade da presença de guardas nas escolas públicas da capital. A proposta, de autoria do vereador Álvaro Pires (PMN), intitulada Projeto de Lei n.º 101/23, encontra-se em análise pelas comissões de Justiça, Educação e Orçamento da Casa Legislativa.

De acordo com o autor do projeto, o objetivo principal é assegurar a segurança dos estudantes e profissionais da educação, além de prevenir e combater atos de violência dentro das escolas. De acordo com a proposição, a presença de guardas pode dissuadir ações criminosas, como furtos, roubos, vandalismo, bullying e até mesmo massacres. A proposta estabelece que os guardas sejam contratados por meio de concurso público ou terceirização, e que passem por treinamentos específicos para atuarem nas escolas. Além disso, o projeto deve propor avaliações periódicas de aptidão física e psicológica para os guardas.

Esse projeto apresentado pelo vereador Álvaro Pires se opõe à ideia de implementação das escolas cívico-militares defendida pelo governo federal. O modelo das Escolas Cívico-militares propunha a participação de militares da reserva na gestão administrativa, disciplinar e pedagógica das escolas, com o objetivo de melhorar os índices educacionais e reduzir a violência.

Entretanto, especialistas em educação criticaram esse modelo, apontando riscos para a democracia, a diversidade e a autonomia das escolas. Além disso, não houve evidências científicas que comprovassem a eficácia das escolas cívico-militares na melhoria da qualidade da educação ou na redução da violência.

A proposta do vereador Álvaro Pires é mais positiva do que a proposta do governo federal, uma vez que não tem a intenção de militarizar as escolas, mas sim de garantir a segurança no ambiente escolar. Além disso, o projeto respeita a gestão democrática das escolas e não interfere no projeto pedagógico das instituições.

No entanto, a implementação dessa proposta também enfrenta desafios, como o custo financeiro para a contratação e capacitação dos guardas, além da necessidade de articulação entre as secretarias municipais de educação e segurança pública, para definir as atribuições e responsabilidades dos guardas nas escolas.

Por fim, é importante ressaltar que a presença de guardas nas escolas não é suficiente para prevenir e combater a violência. É necessário também investir em políticas públicas que promovam a cultura da paz, o respeito à diversidade, a mediação de conflitos e a valorização da educação.

* Bacharel em Comunicação Social

11 junho 2023

REDUÇÃO DO ANALFABETISMO NO MARANHÃO REVELA AVANÇOS, MAS AINDA HÁ MUITO A FAZER

*Emerson Marinho

Imagem gerada por IA.
A notícia de que a taxa de analfabetismo caiu 2,5% no Maranhão é um sinal positivo para a educação do Estado, no entanto, é importante analisar criticamente o contexto e destacar que esse avanço representa apenas o início de uma jornada rumo a uma educação mais inclusiva e igualitária.

Após o Maranhão viver mais de 50 anos de atraso nas políticas públicas, aos poucos, os últimos governos, vem conseguindo conquistar resultados satisfatórios. A redução na taxa de analfabetismo é resultado das políticas educacionais implementadas pelo governo estadual nos últimos anos, como o programa Escola Digna, que visa proporcionar infraestrutura adequada nas escolas, e o programa Bolsa Escola, que auxilia no acesso a materiais escolares, além do programa Sim, Eu Posso! que tem sido fundamental para alfabetizar jovens e adultos em regiões com baixos indicadores sociais.

Apesar desses avanços, o Maranhão ainda ocupa a quarta posição no ranking nacional de analfabetismo, o que indica a necessidade de um trabalho contínuo e intensificado para alcançar melhores resultados. A taxa de analfabetismo entre idosos e pessoas autodeclaradas pretas ou pardas é alarmante, exigindo um olhar atento e políticas específicas para combater essa desigualdade. É fundamental reconhecer que a superação desses desafios não depende apenas das políticas governamentais, mas também do engajamento e apoio da população. É preciso valorizar a educação como um direito fundamental de todos, incentivando a participação ativa dos estudantes, pais e comunidade escolar.

O Maranhão precisa continuar investindo na formação de professores, no fortalecimento da gestão escolar e na oferta de recursos didáticos adequados. É necessário que haja um esforço conjunto de todos os envolvidos para que as metas do Plano Nacional de Educação, incluindo a erradicação do analfabetismo até 2024, sejam alcançadas. 

A redução da taxa de analfabetismo no Maranhão é um indicativo positivo de que as políticas adotadas estão no caminho certo. No entanto, é preciso manter o foco, a determinação e o compromisso de todos os atores envolvidos para que a educação seja transformadora e verdadeiramente inclusiva.

*Bacharel em Comunicação Social

04 julho 2020

IMPACTOS DA DESINFORMAÇÃO NO COMBATE À PANDEMIA EM SÃO LUÍS

*Emerson Marinho

Imagem da Internet
A população ludovicense tem, nos últimos dias, relaxado as medidas de isolamento social e prevenção, como o uso de máscaras. Os números do achatamento da curva, na capital, dão a impressão de que o pior da crise já passou. Em tese, cremos estar chegando na realidade semelhante àquela que os europeus chegaram. Após o pico vem o momento do relaxamento das medidas e a reabertura das atividades.


Entretanto, a realidade brasileira se mostra bastante distinta. A falta de apoio incisivo do Governo Federal para o combate à pandemia, refletido principalmente na ausência de um Ministro da Saúde efetivo e duradouro, por vários meses, além do relaxamento das medidas restritivas em diversas cidades do país, trouxe o agravamento da crise e a volta às medidas de isolamento social. O número de contaminados e óbitos cresceu de forma assustadora.

Na contramão desses números, o achatamento da curva de contaminados e óbitos, registrados na capital maranhense, diminuiu. Esses dados têm contribuído para uma falsa sensação de fim da crise no Estado e a necessidade da pronta reabertura das atividades não essenciais. Junto a isso, a desinformação ou a falta de informações precisas, tem contribuído para que a população relaxe as medidas sanitárias exigidas pelo governo e órgãos de saúde. Notícias de novos medicamentos para o combate ao vírus, e outras relacionadas a vacinas desenvolvidas e próximas de serem produzidas em massa, levam a essa falta sensação de que o inimigo não é mais imbatível.

Entretanto, muitos municípios no Estado estão no início da crise e São Luís não está livre do vírus ou do risco do agravamento da crise. Com a redução da ocupação dos leitos de UTI, ou mesmo dos leitos clínicos na capital, muitos casos graves, oriundos do interior, vem ocupando essas vagas trazendo o vírus para a capital e o risco futuro de uma nova contaminação, se porventura houver o total controle do contágio.

Lembrando que o governo do Estado foi um dos primeiros do país a adotar medidas restritivas e outras medidas de combate ao vírus. Mesmo assim, a capital maranhense ocupou, no início, os primeiros lugares em números de óbitos, levando em conta a percentagem da população. No final de junho, o Ministério da Educação divulgou que o Maranhão tinha 4 cidades entre as de menor crescimento de novos casos da doença. As três primeiras posições eram ocupadas por cidades maranhenses, localizadas na grande ilha. São Luís ocupava a 2ª posição.

Analisando com um olhar crítico para toda essa realidade, levando em consideração os cenários global e municipal, entende-se existir muitas vitórias no Estado. No entanto, a guerra contra esse inimigo, ainda não totalmente conhecido, está longe do fim. É necessário cautela a cada novo passo por parte dos gestores e da população. É fundamental a análise criteriosa dos dados fornecidos pela ciência e suas recomendações, mas trazendo para as especificidades e realidades de cada região. Só assim, será possível a adoção de políticas que permitam o afrouxamento das medidas restritivas de forma gradual, sem prejuízos para as conquistas já alcançadas.

* Bacharel em Comunicação Social 

20 setembro 2013

APRESENTADO NA CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO QUE PROPÕE APOSENTADORIA ESPECIAL A RADIALISTAS

O projeto de criar uma aposentadoria especial aos radialistas deu um passe importante. Proposto pela Associação Nacional dos Radialistas (Anradio), a matéria contou com apoio de vários deputados e, no início de setembro, o deputado federal Cleber Verde (PRB-MA) apresentou o Projeto de Lei Complementar 323/2013 à Câmara dos Deputados.
A matéria dispõe sobre a concessão de aposentadoria especial ao radialista, após 25 anos de contribuição. Segundo o parlamentar, a proposição fará justiça à categoria que tem sofrido com problemas de saúde decorrentes da profissão. “O contato com os monitores de vídeo, a radiofrequência dos transmissores, o peso das câmeras, a tensão nas centrais técnicas, os problemas de cordas vocais e de doenças pulmonares, são apenas alguns problemas presentes na categoria”, explicou.
O presidente da Associação Nacional dos Radialistas (ANRADIO), Hélio Corrêa, reuniu-se com o deputado federal Cleber Verde (PRB -MA) no início do mês. Na pauta do encontro, estava o pedido para estudos para elaboração e apresentação de projeto na Câmara dos Deputados, permitindo condições justas para a aposentadoria dos profissionais da radiofonia no Brasil.
A matéria está tramitando pela Casa e foi recebida na semana passada pela Coordenação de Comissões Permanentes e pela Comissão de Finanças e Tributação, onde passará por análise.
FONTE: PORTAL BASTIDORES DO RÁDIO E TV

17 setembro 2013

INICIADA CORRIDA ELEITORAL, BLOGUEIROS SE POLARIZAM

Com a escolha dos principais pré-candidatos ao governo do Estado para as eleições de 2014 já é possível ver nos blogs de São Luís uma real polarização, alguns defendem abertamente o candidato do governo, Luís Fernando, enquanto outros passam a sacralizar o candidato da oposição, Flávio Dino. As acusações e agressões de parte a parte passarão a ser muito mais comuns.
Quem acompanha os principais blogs escritos por jornalistas, ou "jornalistas" verão abertamente para quem vão dar apoio, eles farão, ou melhor, já fazem isso sem qualquer constrangimento, ou pudor.

A razão para a falta de pejo perpassa tanto questões de caráter meramente moralista, pessoais, como também questões financeiras, afinal muitos desses blogueiros necessitam do apoio financista para se manterem minimamente, porquanto ainda não é possível viver bem graças a publicação de notícias em páginas pessoais, ainda que sustentados pelo comércio que ainda priorizam as mídias comerciais.

Da mesma forma que se leem os nossos principais jornais já sabendo de suas parcialidades, filtrando o prós e contra de cada notícia, nossos blogs deverão ter uma atenção ainda maior, devido a falta de conhecimento do meio jornalístico e mesmo jurídico que, de certa forma, regula os conteúdos, podendo resultar em processos por difamação, injúria e calúnia.

Infelizmente, dificilmente teremos um blogueiro imparcial (mesmo porque não há completa imparcialidade). Teremos que conviver com discursos apaixonados e outros com enorme rancor, a maioria por acreditar piamente em uma completa mudança, mudança essa que se renova a cada campanha eleitoral e se desfaz nos primeiros meses de mandato do novo, ou antigo governo.

A sorte foi lançada! Salve-se quem puder!

Emerson Marinho

14 agosto 2013

OPORTUNAMENTE, JOSÉ SARNEY SAI DA UNIDADE SEMI-INTENSIVA

sarney-bico
O presidente do Senado, José Sarney
(PMDB-AP). (Foto: Antônio Cruz/ABr)
Após pronunciamento realizado na cidade de Presidente Sarney, a governadora Roseana Sarney (não por coincidência filha do ex-presidente) afirmou que o pai deixou a unidade semi-intensiva e já se encontra em um apartamento do Hospital Sírio Libanês.
Vejo como oportuno a melhora do Sarney, pelo menos para a Oligarquia. Isso porque, tão logo ele "baixou" para o hospital, tudo o mais pareceu desmoronar para seus aliados políticos.
Inicialmente para a filha: Roberto Gurgel, procurador-geral da República, decide pedir a cassação da governadora do Maranhão, Roseana Sarney, e do seu vice, acusados de abuso do poder político e econômico nas eleições de 2010 em processo que tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O caso agora será analisado pelo plenário do TSE. Até aí nenhum problema, pois os Sarney tem gente em todas as esferas e no TSE não é diferente, e não é segredo para ninguém. A relatora do caso seria a ministra Luciana Lóssio, que foi advogada de Roseana em 2009 na ação que cassou o ex-governador Jackson Lago e deu posse à Roseana, no entanto, a relatora, curiosamente, e acertadamente, se declarou impedida de relatar e julgar o processo .
Para completar, o objetivo de continuar com o comando do estado parece cada vez mais distante. O já alardeado, candidato do governo, Luís Fernando, pode ter as suas pretensões frustadas, pois caso aconteça a cassação (que a meu ver, é improvável) ele não poderia disputar por ser filiado há menos de 1 ano no PMDB.
Isso só demonstra que o Sarney é o cérebro que comanda a política do Estado por quase 50 anos, e caso ele "falte", leva consigo todo o legado, pois a única com carisma para tentar manter a oligarquia viva é a Roseana que já declarou desistir da política após o seu governo (o que considero também improvável).
EMERSON MARINHO
SARNEY DEIXA UTI DE HOSPITAL EM SÃO PAULO, DIZ ROSEANA
A governadora do Maranhão, Roseana Sarney confirmou que o senador José Sarney já deixou a unidade semi-intensiva e está em um apartamento do Hospital Sírio Libanês,  em São Paulo. Roseana falou sobre o estado de saúde do pai após seu pronunciamento na cidade de Presidente Sarney, nesta quarta-feira (14).
“Antes de vir pra cá, recebi essa ligação confirmando que ele já está no apartamento, o que me deixou muito feliz. Agora todos estamos mais tranquilos”, disse Roseana.
José Sarney, de 83 anos, foi internado do dia 28 de julho, no hospital UDI, após se sentir mal durante o casamento de uma de suas netas. Ele chegou a São Paulo no dia 31 de julho, onde permaneceu por alguns dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), do Sírio Libanês.
No último boletim médico, divulgado no dia 07 de agosto, o senador José Sarney foi diagnosticado com dengue aguda e apresentou quadro de pneumonia bacteriana.
FONTE: G1 MA

12 agosto 2013

BEIRA-MAR TEM MOTIVOS PARA QUERER SER TRANSFERIDO PARA O MARANHÃO

No site dO Imparcial de hoje (12/08) é possível ver duas matérias, praticamente antagônicas: uma fala da matéria mostrada pelo Fantástico na noite anterior, que trata de uma possível transferência do Fernandinho Beira-Mar para São Luís, enquanto a outra registra mais uma fuga no complexo penitenciário de Pedrinhas. O criminoso foi condenado a 80 anos de detenção em regime fechado, por assassinatos cometidos por seus comandados, a seu mando, quando este estava preso em Bangu 1. Preso desde 2002, o traficante já foi transferido para outros presídios de segurança máxima para impedir que ele continuasse a comandar o crime organizado.
Do outro lado já foram registrados somente este ano no Complexo penitenciário de Pedrinhas, cerca de uma dezena de fugas com dezenas de fugitivos e tantos outros que não foram capturados. Até hoje não se chegou a nenhum responsável. Tá na cara o que o Fernandinho Beira-Mar e o Marcinho VP queriam, entretanto, o desembargador Froz Sobrinho e o Juiz Roberto de Paulo, da 1ª Vara de Execuções Penais, disseram que não compete a desembargador decidir sobre a transferência de presos.

Não será surpresa ouvirmos daqui a alguns dias a notícia absurda de que os traficantes serão transferidos para a nossa cidade. Mas o que mais dói é ver mais uma vez o nosso estado ser citado na mídia nacional de forma negativa, desta vez, até mesmo entre aqueles considerados à margem da sociedade.


EMERSON MARINHO

30 julho 2013

MARANHÃO NA “RABEIRA” DO BRASIL

O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e o PNUD (Programa das Nações Unidas pelo Desenvolvimento no Brasil) divulgaram nesta segunda-feira (29) o Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013, como não é surpresa o Maranhão ficou em penúltimo lugar na avaliação geral, superando apenas o estado de Alagoas, obtendo nota 0,639 numa escala que vai até 1.
Se se levar em consideração somente a renda, o Maranhão fica em último lugar, o que é inaceitável considerando-se que o nosso Estado se localiza na Zona de transição entre o Norte e o Nordeste o que permite termos um solo riquíssimo, com recursos naturais incalculáveis o que desperta o interesse de multinacionais. O clima e o solo são propícios para diversas culturas agrícolas, como também favorece a pecuária, muito difundida na região sul do estado. Como então o Maranhão pode ficar atrás de estados como o Piauí, e o Ceará, aonde tem geograficamente solo infértil por falta d’água o que torna a agricultura e pecuária praticamente impraticáveis.
É hora de mais uma vez sairmos em passeatas pelas ruas de nossas cidades pedindo por mais justiça social, que as riquezas obtidas a partir da exploração de nossos recursos naturais sejam repatriados e sejam repartidas entre todos e não apenas entre alguns poucos. Temos a consciência de que o Maranhão é um país rico, Pero Vaz de Caminha conhecendo o nosso estado diria que aqui “em se plantando, tudo dá”.

EMERSON MARINHO