Pages

Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens

21 junho 2020

A COVID-19 ACABOU PARA OS BRASILEIROS?

*Emerson Marinho

Se aproxima dos quatro meses do primeiro caso do novo Corona vírus no Brasil. À medida em que os números crescem exponencialmente, aos poucos, a vida está voltando ao normal.
Fila para atendimento em banco.
FOTO: José Leomar

Os três primeiros meses do ano de 2020 foram de pânico em todo o mundo. O Brasil assistia estarrecido aos países da Ásia e Europa sucumbindo à uma doença desconhecida e extremamente fatal. Milhares de doentes se amontoavam nos hospitais sem equipamentos suficientes para mantê-los vivos. Covas abertas às centenas para enterrar tantos mortos diariamente. Os brasileiros, em sua grande maioria, temiam exageradamente, a pandemia já decretada. Se nos países ao norte do Paralelo do Equador, em sua maioria com economias estáveis e serviços de saúde de excelência, os efeitos da doença eram devastadores, o que seria dos países do Hemisfério Sul, inclusive do Brasil?

Ainda, com uma dezena de mortos diárias no Brasil, e temendo uma crise de saúde pública sem precedente, governadores decretam o isolamento social. A população, em sua grande maioria atende às ordens, ainda que, por medo.

Três meses depois, o número de mortos diário já chega à casa dos milhares, os contaminados já chegam a meio milhão. No entanto, diferente do que se esperava, a maioria dos brasileiros intensifica o relaxamento do isolamento se amontoando em festas, shoppings e outros espaços públicos e privados, já descartando o uso da máscara e das outras recomendações de segurança.
Mas o que aconteceu para se impor esta dicotomia tão gritante e quase inexplicável?

Utilizando uma analogia bastante alegórica, apresentamos uma resposta possível.

Joãozinho, um garoto de 9 anos, acaba de se mudar com seus pais para uma nova casa. A mudança aconteceu à noite (por razões irrelevantes para o enredo, mas fundamentais para a exposição). Seus pais anunciam que no quintal havia a casa da árvore que ele tanto sonhava. Entretanto, ao chegar à porta de acesso da área, algo o impediu de seguir em frente: estava tudo muito escuro, e a iluminação não funcionava. Apesar do imenso desejo por conhecer e explorar o objeto do maior desejo, ele não deu um passo, não sabia aonde estaria pisando, e nem o que encontraria pelo caminho. Os pais orientaram esperar o dia seguinte, tomariam todas as providências para evitar qualquer risco à sua segurança.
No dia seguinte, logo cedo, o menino levanta com a luz do sol. E antes que seus pais acordem, corre até a casa da árvore para explorá-la, deixando de lado as suas recomendações. Sentia-se, naquele espaço exclusivamente seu, livre para realizar um desejo a tanto incontido. Compensava se expor a qualquer risco.

A população brasileira é esse garotinho. Enquanto se andava às cegas, com a ciência tentando entender e explicar a doença, suas formas de transmissão, como e quais órgãos são atacados, qual a faixa etária em que a doença é mais grave e em qual é apenas uma “gripezinha”; os brasileiros se postavam diante dos aparelhos de Tv e na internet, estarrecidos e comovidos com as centenas de mortos diárias ocorridas na França, Itália, Espanha e por fim nos Estados Unidos. No Brasil, o pânico estabelecido crescia com algumas poucas dezenas de mortos diários.

Atualmente, três meses depois, o Brasil chega ao pico da doença com mais de 2 milhões de contaminados, quase 50 mil óbitos e mais de 1.000 vítimas fatais diárias. As UTIs estão no limite de sua capacidade, enterros são realizados de forma coletiva para atender a demanda, a falta de EPIs se agrava e medicamentos básicos para os internados nas UTIs já não são suficientes. Os casos deixam de ser apenas números e passavam a ter rostos conhecidos.

Na contramão desses fatos, as praias, os shoppings e outros espaços públicos e privados que concentram um grande número de pessoas, já estão lotados. Uso de máscaras e outras medidas de prevenção passam a ser opcionais, ainda que os governos Estaduais os determinem, por lei, como obrigatórios.

Semelhante ao Joãozinho de nossa analogia, o terreno foi explorado e agora se tem mais informações sobre o inimigo a ser encarado, o medo acabou. Ainda que não se tenha as armas para combater o bom combate, mesmo que se saiba ser uma guerra injusta, agora se tem informações, conhecimento desse inimigo, é como se não mais importasse ser vitimado por ela. O cenário se assemelha a uma guerra tradicional, os soldados são obrigados a se colocar na linha de frente, tendo a consciência que muitos deles provavelmente não voltarão para ver os seus entes e nem que sairão vitoriosos da disputa. No nosso caso, fora quem trabalha em serviços essenciais, temos a escolha de entrar, ou não, na guerra. Sabemos que não temos as armas para enfrentar esse inimigo implacável. Em troca de uma tal liberdade imediata, grande parte da população se expõe ao vírus, acreditando que isso valha à pena.

Nesse momento, a nossa luta não é pela liberdade, é pela vida. É por nossas vidas, é pela vida dos nossos entes queridos, é pela vida dos nossos amigos, vizinhos, conhecidos, dos nossos idosos, deficientes e com comorbidades. É pela vida dos profissionais de saúde, obrigados por um juramento, de proteger a toda e qualquer vida, mesmo que precise se afastar de sua família, ou se privar se sua liberdade, se expondo ao risco diário de se contaminar e se tornar mais um número estatístico. Todos nós temos direito à liberdade, mas esta, de nada vale, se não houver a vida em primeiro lugar.

* Bacharel em Comunicação Social 

05 junho 2020

DISTRIBUIÇÃO DE VACINA CONTRA O CORONAVÍRUS NO NORTE E NORDESTE DO BRASIL

*Emerson Marinho

O Brasil é reconhecido mundialmente por sua grande miscigenação, abrigando descendentes de povos de várias partes do mundo e de inúmeras etnias. De outro modo, também é reconhecido pela má distribuição de renda, sendo capaz de existir no mesmo território algumas das maiores fortunas do mundo, ao lado de bolsões de pobreza e miséria amontoados em favelas, palafitas ou ainda em  exércitos de desabrigados que disputam calçadas e pontes como abrigo.

O Norte e Nordeste do Brasil, mesmo já tendo, em alguns momentos da história recente, representantes na principal cadeira do Executivo Nacional, ainda amargam os piores números quando se trata do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) refletidos na péssima distribuição de renda, falta de serviço de saúde adequado, segurança, saneamento básico, moradia, etc.

O Coronavírus veio escancarar esse abismo social com as outras regiões do Brasil. São Paulo e Rio de Janeiro ainda surgem como as cidades que mais registram óbitos no país decorrente da pandemia de Covid-19, isso ocorre por terem grande concentração populacional. Estados como Amazonas e Ceará, são exemplos claros de Estados com baixa densidade demográfica, mas que ocupam as primeiras posições no número de óbitos, estes dois últimos representando o Norte e Nordeste do país, respectivamente.

Enquanto muitos países da Europa já discutem a produção de uma vacina e as estratégias para uma possível distribuição do medicamento, o Brasil ainda vive uma escalada no número de óbitos e contaminados, batendo recordes diários. No centésimo dia do primeiro caso registrado no país, enquanto outras nações já atingiam a curva na descendente nessa mesma marca, o Brasil chega a números crescentes ultrapassando a Itália ficando a cerca de 5000 mortes para ultrapassar o segundo colocado em número de óbitos absolutos, o Reino Unido, que até essa data se aproxima dos 40 mil mortos.

Fazendo pouco casos desses números, o Governo Federal Brasileiro se mostra inoperante na formatação de estratégias para combater o avanço da pandemia no país e principalmente no Norte e Nordeste aonde os números se mantém altíssimos. Na contramão de ações positivas para a redução das dificuldades das milhares de famílias que ficaram sem renda por terem perdido os mantenedores da renda familiar para a Covid-19 ou aqueles que engrossam as filas de desempregados que alcançam marcas históricas, o governo Federal anunciou a retira de R$ 83 milhões do Bolsa Família, programa assistencial que atende as famílias de baixa renda, e destinou à comunicação institucional do governo. Essa transferência ocorre em meio a acusações de que o Governo Federal teria dado menos atenção e recursos à Região Nordeste, realizando cortes de milhares de cadastros. Dos quase 160 mil benefícios que sofreram cortes em março, início da quarentena no país, 61,1% do total foram retirados justamente dessa região que responde por metade dos benefícios totais do país.

Em relação aos investimentos em pesquisa, o governo já vinha anunciando, em setembro de 2019, a redução dos recursos totais para o Ministério da Educação, em 2020, atingindo em cheio os financiamentos em pesquisa que tiveram cortes de até 50%. O Brasil que já desponta como um dos grandes polos mundiais de pesquisa, tendo pesquisadores reconhecidos internacionalmente, se vê desamparado no momento em que seus pesquisadores desenvolvem uma vacina contra o coronavírus Sars-Cov-2. O projeto é liderado por cientistas da Faculdade de Medicina da USP e pelo Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração (Incor). A pesquisa é financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Esses números revelam que a discussão sobre a distribuição da vacina está longe da pauta do dia nessas regiões. Os governos Estaduais e Municipais gastam os seus esforços, principalmente nesse momento, em distribuir os parcos recursos na manutenção de um sistema de saúde precarizado por falta de estrutura, equipamento e pessoal, porquanto a maioria dos médicos migram para as capitais e as cidades mais desenvolvidas. Os governos, dessas regiões, lutam para a preservação da vida, enquanto são obrigados pelos empresários, e até mesmo pelo governo Federal alinhado à preocupação econômica, a avaliar a abertura do comércio e à flexibilização das medidas de distanciamento social em meio aos números ainda crescentes de contaminados e óbitos no país.

*Bacharel em Comunicação Social

31 maio 2020

LOCKDOWN, UMA MEDIDA NECESSÁRIA PARA MINIMIZAR O CONTÁGIO

*Emerson Marinho
Dados do Boletim Diário da Secretaria do Governo do Maranhão de 30/05 

São Luís começa a apresentar os resultados de 14 dias do bloqueio total, decretado pelo governo do Estado atendendo à determinação judicial. Após 15 dias do fim do lockdown o número de óbitos e de novos casos começam a diminuir. Apesar de um pequeno alívio para o sistema de saúde que beirava o colapso com quase 100% dos leitos ocupados, os números ainda são preocupantes e revelam a necessidade do poder público e da população continuarem cumprindo as medidas de distanciamento determinadas pelos órgãos de saúde nacionais e internacionais, regras básicas de higiene, além do uso de máscaras e do álcool em gel.
Os últimos dados divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde, mostram que no último dia 30/05, 15 dias depois do término do lockdown decretado na Ilha, houve uma redução do número de óbitos na capital, sendo 3 vítimas fatais, mantendo a tendência de queda dos últimos 5 dias, ficando muito longe dos cerca de 30 óbitos registrados no pico. Ainda assim, o número de novos casos é grande, 287, mesmo apresentando queda e estando longe do recorde de 856 casos, registrados no Estado dia 08/05, quase todos concentrados na capital.

O dia 30 de abril marcaria, além da decretação do lockdown, 40 dias do primeiro caso registrado no Maranhão, ocorrido no dia 19 de março, quando o governador decretou imediatamente situação de calamidade pública, suspensão das aulas e o isolamento domiciliar de quem apresentasse sinais de síndrome gripal. No dia 30, São Luís registraria 1.075 contaminados pelo vírus, correspondendo à 0,097% da população, número que colocava a capital na 3ª posição no ranking nacional das cidades do país em relação à taxa de casos para cada 100 mil habitantes. Ficaria à frente também de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Manaus, além de outras, com mais casos da doença, mas com maior população. Um outro dado preocupante e alarmante divulgado no mesmo dia pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Maranhão registrava proporcionalmente a mesma velocidade de óbitos que os Estados Unidos.

O lockdown no Estado

Todos os números alarmantes, levaram à decretação imediata do chamado lockdown. Requerido pelo juiz Douglas de Melo Martins, titular da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís e decretado pelo governador Flávio Dino, a medida surgi como medida extrema para conter a pandemia crescente na capital do Estado, refletida no iminente colapso do sistema de saúde da Ilha, formado pelos municípios da Raposa, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e São Luís. Se naquele momento mais de 90% dos leitos clínicos e de UTI da capital estavam ocupados, a taxa de mortalidade já havia chegado a 10,03 e o número de contaminados diários do Estado chegaria nos dias seguintes à casa dos 856 casos, sendo quase todos concentrados na Ilha. Após o lockdown um número chama a atenção, atualmente a taxa de mortalidade foi reduzida à 2,76 e mantendo a tendência de queda percebida a partir do quinto dia do início do lockdown, quando era de 9,66.


Abertura ensaiada pelo governo

Os números positivos divulgados pelo relatório diário da secretaria do Estado estão longe de mostrar o controle da doença no Maranhão. O início do relaxamento das medidas de distanciamento por parte da população é percebido pelas aglomerações nos centros comerciais. O governo também vem contribuindo com a abertura gradual de serviços não essenciais, no momento em que o número de leitos ocupados na Ilha ainda se mantém em mais de 95% (de UTI), ainda que os clínicos já estejam com apenas 40% de ocupação. Essa ação do governo passa à população a falsa impressão de controle da doença na cidade aumentando as aglomerações e o risco do retorno da crise na saúde.

Número crescente do interior do Estado

Se de um lado os números revelam-se positivo na capital, a crise no interior do Estado está apenas no início. Os números de óbitos no Maranhão ainda se mantêm na casa dos 30 diários, entretanto as vítimas passaram a se concentrar agora no interior do Estado. Cidades como Imperatriz, segunda cidade mais populosa do Estado, já registra mais casos de óbitos que a capital, tendo 5 vezes menos leitos de UTI (já ocupados em quase 95%) e quase 10 vezes menos leitos clínicos (100% ocupados). Enquanto São Luís registrou 287 novos casos de contaminados no dia 30/05, Imperatriz registrou 77 e os demais municípios registraram 1655 novos casos.
Esses números apontam para dois graves problemas: os municípios do interior do Estado já não apresentavam, antes da crise, a mínima estrutura de saúde para garantir a internação de pacientes com outras comorbidades, com a Covid-19 e a necessidade de internação de pacientes graves ao mesmo tempo, estará escancarado a escassez de investimentos na área da saúde e o descaso dos últimos governos com a saúde pública no Maranhão. Ainda que o atual governo tenha criado hospitais de campanha em regiões estratégicas para contornar o problema, o número de leitos ainda está aquém do necessário para atender a quem precisa. Os números divulgados pela Secretaria do Estado mostram que mais de 80% dos leitos de UTI e clínicos estão ocupados, isso corresponde a apenas 16 e 49 leitos vagos, respectivamente.
Do outro lado, alguns casos serão enviados para a capital, processo já iniciado no início da semana (20/05) por meio de unidades aéreas, o que poderia reabrir o processo de contaminação na capital, que começa a achatar a curva de morbidade.

De todo o exposto, uma pergunta fica no ar: Seria o momento do governo do Estado, em decorrência da grave crise que se avizinha no interior, considerar a decretação do lockdown nos outros municípios imediatamente?

*Bacharel em Comunicação Social

27 agosto 2013

ENQUANTO MÉDICOS ESTRANGEIROS SÃO HOSTILIZADOS, BRASILEIROS RECEBEM E NÃO TRABALHAM

Há três semanas o SBT Brasil mostrou reportagem realizada no Estado de São Paulo, mais precisamente no Hospital Maternidade Leonor Mendes de Barros mostrando a farra dos médicos que assinavam o ponto e em seguida deixavam o hospital, sem atender a nenhum paciente. A desfaçatez foi tão grande que tentaram justificar o injustificável, tentado passar para a sociedade ser algo legal e de conhecimento dos superiores.

Quanto pensávamos ser um caso isolado e a falta de vergonha se restringia a apenas alguns poucos médicos daquele centro de saúde, na noite de ontem e hoje (27/08) foram mostradas reportagens no mesmo jornal (SBT Brasil) denunciando as mesmas práticas em um hospital Público do Rio de Janeiro, em Araruama. Vários médicos foram flagrados assinando o ponto e deixando o posto de trabalho sem atender a um paciente sequer, um deles chegou até mesmo com roupa de academia e tênis. Nesse caso, só foi possível falar com um médico, pois os outros foram avisados e se esconderam. Alguns deles saíram pela porta dos fundos, no branco traseiro de carros de amigos e cobertos por lonas. O que mais impressiona é ter entre esses profissionais, políticos, um deles é ex-secretário municipal de saúde.

Claro que são casos isolados... Será? Pois, pelo que pudemos ver o mesmo crime foi cometido em dois centros de saúde nos dois principais estados na nossa federação. Me interrogo se a mesma prática não é repetida em outros hospitais de São Paulo, Rio de Janeiro, e nos outros estados do nosso país, e se os hospitais foram escolhidos a esmo pela reportagem ou já haviam denúncias que justificaram a seleção desses hospitais? Sinceramente espero que sejam exceção, mas ao que tudo indica, esses não são casos isolados, e como os conselhos regionais de medicina não tem a competência para investigar esses fatos (afinal não é de responsabilidade deles agir nesse sentido, mas bem que poderia ser) e não existem qualquer órgãos que "assuma" essa responsabilidade, a farra dos médicos fantasmas continuarão pelo nosso país, e no máximo serão afastados, mas nunca demitidos ou ressarcirão os cofres públicos.

Além de pagarmos médicos para não trabalharem, de ficarmos nas recepções dos hospitais esperando por horas por vezes dias para sermos consultados por um médico, quando somos atendidos; nos revolta sabermos que são esses mesmos médicos que gastam o seu "desocupado" tempo para fazer manifestações contra a vinda dos médicos estrangeiros vindos para "ajudar", a realizar um ato humanitário de salvaguardo da vida dos desassistidos pelos médicos "mercenários" que só pensam no próprio bolso.

Se de um lado o SBT Brasil mostra a irresponsabilidade de alguns médicos (pois acreditamos ser uma minoria) do outro está a Globo com seu Profissão Repórter mostrando médicos que exercem sua profissão sem a mínima condição de trabalho, e sabemos ser essa uma realidade habitual em nossos municípios. Fico com a dúvida se a Globo faz isso para politizar a discussão e polarizar como se a responsabilidade fosse unicamente do governo Federal, mais precisamente do PT.


Emerson Marinho 

Acompanhe na íntegra as duas reportagens do SBT Brasil e se indigne com as práticas reprováveis dos médicos fantasmas.


Exclusivo: SBT Brasil mostra farra dos médicos no Rio de Janeiro




SBT Brasil mostra farra dos médicos em São Paulo


25 agosto 2013

MÉDICOS CUBANOS DIZEM TRABALHAR POR VOCAÇÃO NÃO POR DINHEIRO

médicos cubanos brasil
Médicos cubanos chegam ao Brasil para trabalhar
em regiões carentes (Foto: Luiz Fabiano / Futura Press)

Li recentemente no site do Pragmatismo Político, matéria da Folha Press, notícia com a seguinte manchete: Médicos cubanos no Brasil: "viemos por solidariedade, não por dinheiro".


Para nós brasileiros talvez soe como novidade um médico falar isso, pois a realidade do nosso país é totalmente inversa. Não generalizo, pois conheço pelo menos dois médicos que trabalham no interior do estado que exercem a medicina por sacerdócio, pelo amor à profissão. Claro que não trabalham de graça, mas o dinheiro não é prioridade, fazendo, pelo menos um deles, sua casa como consultório, recebendo os pacientes a qualquer  hora do dia sem cobrar por isso. O outro fazia visitas domiciliares atendendo pacientes fora do horário de trabalho.


De outro modo, apontaria algumas dezenas que não atendem nem mesmo os pacientes escalados e/ou nem olham para a cara do paciente antes de receitar um medicamento que poderia ser receitado por um farmacêutico, com melhores resultados. A preocupação é bater o ponto em dois, três hospitais por dia e aumentar a renda, além de dar expediente nos consultórios particulares cobrando altos valores pelas consultas.

A vinda desses médicos estrangeiros ao Brasil (principalmente cubanos) é uma ameaça a esses maus profissionais, que podem desmenti-los ser impossível prestar serviços de medicina nos mais recônditos rincões do nosso país. Só o tempo vai mostrar quem está com a razão, ainda que aposte no primeiro.  

E por falar de profissionais de saúde que trabalham por vocação é só lembrar dos Médicos sem Fronteiras.


Lei parte do texto, para ler a matéria completa clique aqui.


Postado em: 25 ago 2013 às 1:26

Médicos cubanos chegam ao Brasil: “Nós somos médicos por vocação e não por dinheiro. Trabalhamos porque nossa ajuda foi solicitada, e não por salário, nem no Brasil nem em nenhum lugar do mundo”

Os primeiros médicos cubanos que desembarcaram no Brasil para participar do programa Mais Médicos, do governo federal, disseram neste sábado que não sabem quanto receberão pelo trabalho e que vieram “por solidariedade, e não por dinheiro”.
“Nós somos médicos por vocação e não por dinheiro. Trabalhamos porque nossa ajuda foi solicitada, e não por salário, nem no Brasil nem em nenhum lugar do mundo”, afirmou o médico de família Nélson Rodríguez, 45, ao desembarcar no Aeroporto Internacional dos Guararapes, em Recife (PE).
Ele disse que a atuação dos profissionais no Brasil seguirá as ações executados em países como Haiti e Venezuela, onde já trabalhou. “O sistema de saúde no Brasil é mais desenvolvido que nesses outros países que visitamos, então poderemos fazer um trabalho até melhor na saúde básica”, afirmou.
À imprensa, outros médicos que deram entrevistas concordaram com o colega. Todos eles falaram “portunhol” –afirmaram que tiveram contato com o português quando trabalharam na África ou por terem amigos que já trabalharam no continente.
Natacha Sánchez, 44, que trabalhou em missões médicas na Nicarágua e na África, disse que os cubanos estão preparados para o trabalho em locais com “condições críticas” e que pretendem trabalhar em conjunto com os médicos brasileiros. Ela afirmou não ter conhecimento das críticas feitas pelo Conselho Federal de Medicina ao programa Mais Médicos.
FONTE: FOLHAPRESS

02 agosto 2013

APÓS URUGUAI, O BRASIL SERÁ O PRÓXIMO A LIBERAR A MACONHA?

O Brasil se deparou essa semana com a notícia que o nosso vizinho Uruguai aprovou uma medida que libera a venda de maconha no país. Para virar lei, o texto deverá ser apreciado pelo Senado. Mas o que essa notícia tem a ver com o Brasil?
Não é de hoje que centenas de ativistas fazem mobilizações pelo país em favor da liberação da maconha no Brasil, alguns são figuras ilustres como o ex-presidente da república, Fernando Henrique Cardoso. A aprovação da livre comercialização, cultivo e consumo (com certas restrições) no Uruguai, abre certo precedente para que outros países do bloco sigam no mesmo rumo. Em poucos dias veremos diversas passeatas a se multiplicarem no país a favor da liberação da maconha, da mesma forma que nos acostumamos a ver, nas últimas semanas, grandes aglomerados humanos, com a principal diferença que essas terão um objetivo bem definido e argumentos embasados.
De pronto surge uma nova indagação: quais as implicações advindas da liberação da droga no país?
O principal argumento, de quem é a favor, é ser um golpe enorme contra os traficantes que não terão mais concorrentes e quebraria o negócio, reduzindo assim a criminalidade.
No entanto, não vejo bem por aí. Os traficantes teriam legitimidade para continuar traficando enquanto iriam imprimir algum tipo de punição a quem lhes fizesse frente, como é feito atualmente com as quadrilhas rivais, isso iria contra o argumento de redução da criminalidade.
Dizer que as pessoas iriam plantar a sua própria maconha para consumo, vejo como nova falácia, é muito menos trabalhoso comprar o produto pronto. Senão,  começaríamos a plantar e produzir boa parte do que compramos e consumimos, isso vai de alimento a vestuário, para não me alongar com descrições.
A liberação do uso da maconha reduziria o prazer oculto pelo uso da droga, “o que é proibido é mais gostoso”. No entanto essa assertiva, apesar de verdadeira, agrava outro problema: se essa droga passa a ser lícita, os jovens, principalmente, vão procurar outras mais excitantes (proibidas) e por extensão com um poder de vício e destruição muito maior, o problema só se agravaria. A maconha, que é relaxante passaria a ser substituída por outras excitantes como o caso da cocaína, a heroína, o crack e o Óxi derivado da pasta base da cocaína, muito mais barata, viciante e com alto poder destrutivo.
Outro argumento utilizado por quem é a favor da liberação da maconha é que “com campanhas de conscientização e esclarecimento as pessoas teriam poder de optar se iriam querer usar drogas ou não”. Pergunto: isso deu certo com as propagandas contra o uso do cigarro? As advertências nos rótulos dos maços, as fotos chocantes com a intenção de diminuir o consumo não surtiu efeito algum, pelo contrário, o consumo cresceu, principalmente entre os jovens.
Além de todas as preocupações já descritas, meu temor com a liberação da maconha no Uruguai, é a facilitação da produção da maconha naquele país e o escoamento do produto para o nosso, que já acontece com tanta facilidade.
Pergunto ainda se os argumentos utilizados para a liberação da maconha não seriam os mesmos, ou no mínimo próximos, utilizados para a liberação de outras drogas? Em breve veríamos passeatas a favor da liberação da cocaína, do crack do óxi, afinal deve-se dar direito de livre escolha.
Qual seria a solução, então? Sinceramente não sei. Este é o desafio. Mas acredito que a liberação não é mesmo. Ainda que seja a opinião de um leigo que nunca deu um “tapinha no bagulho” ou mesmo tenha se aventurado a fumar um cigarro.

EMERSON MARINHO

31 julho 2013

A GREVE DOS MÉDICOS É UM DESRESPEITO À POPULAÇÃO

Médicos catarinenses paralisam as atividades nesta quarta-feira (31) em apoio à movimentação nacional.  (Foto: Cadu Rolim / Fotoarena/Estadão Conteúdo)

Médicos catarinenses paralisam as atividades

nesta quarta-feira (31) em apoio à movimentação 
nacional. (Foto: Cadu Rolim / Fotoarena/Estadão Conteúdo)

Após o Governo Federal anunciar o programa mais médico, começamos a ver vários profissionais da saúde se insurgir contra o programa que visa contratar profissionais estrangeiros para sanar o déficit de médicos nos hospitais públicos do nosso país (mesmo entendendo ser paliativo).
Na última semana vários profissionais em mais de 10 cidades brasileiras fizeram greves e saíram às ruas contra as decisões do governo Federal. No entanto, nos indagamos por que só hoje eles alardeiam que o grave problema da saúde não é a falta de profissionais, mas de estrutura? Por que até hoje nunca saíram às ruas ou fizeram greve para reivindicar melhores condições de trabalho? A reclamação sobre o projeto do governo de exigir que os profissionais fiquem mais dois anos atendendo no SUS antes de se formar, é por ter estendido o tempo para obter formação ou por esperar mais dois anos para abrirem os seus consultórios ou trabalhar na rede particular o que lhes garantem maior salário?

Quando os profissionais saem às ruas mostram o total desrespeito com a população e a falta de preocupação com os pacientes que tiveram as suas consultas e atendimentos suspensos, consultas essas que levam até 3 meses da marcação à consulta. Quando vemos centenas de médicos nas ruas chegamos a nos perguntar se de fato faltam profissionais na rede pública? Essa dúvida só aumenta quando assistimos a denúncia feita pelo Jornal do SBT na última terça-feira (30) de pelo menos três médicos que atendem na maternidade pública Leonor Mendes de Barros, na zona leste de São Paulo, flagrados batendo o ponto e saindo do hospital 5 minutos depois. Esses profissionais são exceção ou regra? Quero crer na primeira.  Felizmente esses maus profissionais já foram suspensos e para o bem da classe espero que sejam expulsos. E que a reportagem/denúncia sirva para se abrir investigação em outros hospitais e cidades. A atitude desses médicos só justifica o que muitos alegam, que os profissionais da saúde são contra o programa do governo por temerem ter mais concorrência o que reduziria o salário e oportunidade de emprego(S) dos bens pagos.

Me preocupa quando o governo desiste de incluir os dois anos a mais na graduação médica (o que de fato achava um absurdo), por parecer se vergar à pressão dos profissionais que continuarão a pressionar o governo com greves resultando em prejuízo para a população que ficará mais tempo com as consultas suspensas.

Mesmo que a Federação Nacional dos Médicos (Fenam), que representa 53 sindicatos, oriente para que casos de urgência e emergência sejam atendidos, o problema causado pela greve não é amenizado, pois quem procura os médicos é porque está doente, mesmo que não seja uma situação de emergência.

EMERSON MARINHO

20 julho 2013

MAIS UM SUPOSTO ERRO MÉDICO MOSTRA A INCAPACIDADE DE NOSSOS MÉDICOS

Inicialmente quero explicar o porquê da expressão “suposto erro médico”, simplesmente, por não ter provas cabais do erro que infelizmente ceifou a vida de mais uma inocente de apenas 3 anos de idade.

Na manhã da terça-feira (09) da semana passada, a vó da menina Giovanna resolve levar a criança ao hospital, mais precisamente ao Hospital da Criança localizado no bairro da Alemanha, o motivo seria uma febre intermitente que poderia ser causada por uma inflamação na garganta. Ao sair de casa a pequena Giovanna, consciente e andando com os próprios pés, dá até logo, sem saber que jamais voltaria a ver os pais; a irmã mais velha, de 5 anos de idade e um garotinho de apenas 1 ano; além dos amigos que conquistou, principalmente na igreja que desde cedo frequentava.

No hospital dezenas de crianças lotavam os leitos e dependências sofrendo com sintomas semelhantes. Os riscos de se contrair uma infecção hospitalar é grande, principalmente pela falta de limpeza do local, o banheiro, principalmente, parece mais um banheiro público de adultos que um banheiro para crianças, a fedentina exala e a falta de limpeza causa aversão às próprias crianças.

Apesar da febre, a pequena Giovanna não parece sofrer de nada mais grave, até que a aplicação de um medicamento, Plasil, faz a frequência cardíaca da menina aumentar, e mesmo depois do atendimento da médica, a garotinha não resiste e parte deste mundo.
No dia seguinte o laudo médico indica, além de parada Cardiorrespiratória (evidente), vermes, o que a meu ver não levaria a menina a óbito instantaneamente.

Além da dor da família de perder uma garota de futuro promissor, fica a incerteza do que de fato aconteceu com ela. Fico intrigado, pois já perdi uma afilhada de poucos meses de vida após tomar o mesmo medicamento e mais duas irmãs dela, que também tinham poucos meses de vida. Acredito, por conta disso, que não seja só coincidência.

Uma certeza eu tenho, jamais deixarei qualquer uma das minhas sobrinhas ou filhas (quando tiver) tomar tal medicamento, porquanto por obra do destino, ou por erro médico, tem levado as nossas crianças com tanta vida a ser vivida.

EMERSON MARINHO