No entanto, sempre tentou mostrar-se,
em nome do bom jornalismo, imparcial, mesmo não conseguindo, para boa parte dos
telespectadores.
Entretanto, nesta semana, depois
de alguns anos sem acompanhar o jornalismo viciado da Toda Poderosa, gastei meu
tempo assistindo o Programa do Jô, uma cópia escrachada dos programas
norte-americanos, que lá faz muito sucesso. O apresentador chama 5 jornalistas
(mulheres) para falar sobre a situação política do país (lê-se, a crise do PT,
como colocado). Uma das jornalistas era a Liliam Vitifibe, por quem durante
algum tempo mantive grande respeito e admiração. Em meio às perguntas dirigidas
que insinuavam que o PT estava em crise e, nas entrelinhas, que o governo do
PSDB deixou saudades, se viu como o apresentador estava voltado a passar para o
público que o Partido dos Trabalhadores, e a Presidente Dilma Rousseff é a
grande responsável pela crise na saúde, segurança, educação, etc. que impera no
país. Se fizermos um exercício mental da história do nosso país, vamos lembrar:
a crise é crônica e já existe desde que o Brasil é Brasil.
Um dos momentos que mais me
chamou a atenção, foi quando Jô Soares pede para as jornalistas se calarem,
pois estavam em uma pequena discussão provocando uma pequena balbúrdia,
dizendo: Vamos parar com essa bagunça
aqui. Vou passar a palavra para a Liliam. Isso porque ela é a que se
mostrava mais crítica ao PT ao lado do apresentador. As outras jornalistas se
mostravam mais imparciais e faziam suas críticas mais sensatas afirmando que
não era bem como eles estavam afirmando.
Lembremos que foi a Rede Globo a
grande responsável pela eleição do ex-presidente, Fernando Collor de Melo,
trabalhando a imagem dele como um cidadão jovem e capaz de mudar a História da
nossa política, e foi essa mesma emissora a responsável pelo impeachment do ex-presidente, quando
incentivou os caras pintadas a ir às ruas e pedir a saída do presidente. Hoje,
após 10 de esquerda no poder, e o fim dos privilégios da emissora, viram uma
oportunidade de manipular a massa que hoje vai às ruas, para pedir a saída da
presidente (mesmo isso ficando nas entrelinhas).
Não estou a defender o PT, pois não sou filiado a qualquer
partido político e faço várias críticas ao partido principalmente depois do
Mensalão, mas não é justo demonizar pessoas por uma crise, que infelizmente
chega com força em nosso país, quando no governo Lula parecia, a este na época,
que chegaria ao nosso país apenas como uma “marolinha”.
EMERSON MARINHO