Na manhã da terça-feira (09) da semana passada,
a vó da menina Giovanna resolve levar a criança ao hospital, mais precisamente
ao Hospital da Criança localizado no bairro da Alemanha, o motivo seria uma
febre intermitente que poderia ser causada por uma inflamação na garganta. Ao
sair de casa a pequena Giovanna, consciente e andando com os próprios pés, dá
até logo, sem saber que jamais voltaria a ver os pais; a irmã mais velha, de 5
anos de idade e um garotinho de apenas 1 ano; além dos amigos que conquistou,
principalmente na igreja que desde cedo frequentava.
No hospital dezenas de crianças
lotavam os leitos e dependências sofrendo com sintomas semelhantes. Os riscos
de se contrair uma infecção hospitalar é grande, principalmente pela falta de
limpeza do local, o banheiro, principalmente, parece mais um banheiro público
de adultos que um banheiro para crianças, a fedentina exala e a falta de
limpeza causa aversão às próprias crianças.
Apesar da febre, a pequena Giovanna
não parece sofrer de nada mais grave, até que a aplicação de um medicamento,
Plasil, faz a frequência cardíaca da menina aumentar, e mesmo depois do
atendimento da médica, a garotinha não resiste e parte deste mundo.
No dia seguinte o laudo médico
indica, além de parada Cardiorrespiratória (evidente), vermes, o que a meu ver
não levaria a menina a óbito instantaneamente.
Além da dor da família de perder
uma garota de futuro promissor, fica a incerteza do que de fato aconteceu com
ela. Fico intrigado, pois já perdi uma afilhada de poucos meses de vida após
tomar o mesmo medicamento e mais duas irmãs dela, que também tinham poucos
meses de vida. Acredito, por conta disso, que não seja só coincidência.
Uma certeza eu tenho, jamais
deixarei qualquer uma das minhas sobrinhas ou filhas (quando tiver) tomar tal
medicamento, porquanto por obra do destino, ou por erro médico, tem levado as
nossas crianças com tanta vida a ser vivida.
EMERSON MARINHO