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11 junho 2023

REDUÇÃO DO ANALFABETISMO NO MARANHÃO REVELA AVANÇOS, MAS AINDA HÁ MUITO A FAZER

*Emerson Marinho

Imagem gerada por IA.
A notícia de que a taxa de analfabetismo caiu 2,5% no Maranhão é um sinal positivo para a educação do Estado, no entanto, é importante analisar criticamente o contexto e destacar que esse avanço representa apenas o início de uma jornada rumo a uma educação mais inclusiva e igualitária.

Após o Maranhão viver mais de 50 anos de atraso nas políticas públicas, aos poucos, os últimos governos, vem conseguindo conquistar resultados satisfatórios. A redução na taxa de analfabetismo é resultado das políticas educacionais implementadas pelo governo estadual nos últimos anos, como o programa Escola Digna, que visa proporcionar infraestrutura adequada nas escolas, e o programa Bolsa Escola, que auxilia no acesso a materiais escolares, além do programa Sim, Eu Posso! que tem sido fundamental para alfabetizar jovens e adultos em regiões com baixos indicadores sociais.

Apesar desses avanços, o Maranhão ainda ocupa a quarta posição no ranking nacional de analfabetismo, o que indica a necessidade de um trabalho contínuo e intensificado para alcançar melhores resultados. A taxa de analfabetismo entre idosos e pessoas autodeclaradas pretas ou pardas é alarmante, exigindo um olhar atento e políticas específicas para combater essa desigualdade. É fundamental reconhecer que a superação desses desafios não depende apenas das políticas governamentais, mas também do engajamento e apoio da população. É preciso valorizar a educação como um direito fundamental de todos, incentivando a participação ativa dos estudantes, pais e comunidade escolar.

O Maranhão precisa continuar investindo na formação de professores, no fortalecimento da gestão escolar e na oferta de recursos didáticos adequados. É necessário que haja um esforço conjunto de todos os envolvidos para que as metas do Plano Nacional de Educação, incluindo a erradicação do analfabetismo até 2024, sejam alcançadas. 

A redução da taxa de analfabetismo no Maranhão é um indicativo positivo de que as políticas adotadas estão no caminho certo. No entanto, é preciso manter o foco, a determinação e o compromisso de todos os atores envolvidos para que a educação seja transformadora e verdadeiramente inclusiva.

*Bacharel em Comunicação Social

20 novembro 2020

MOURÃO TEM RAZÃO QUANDO FALOU SOBRE O RACISMO!

    *Emerson Marinho

    Mourão: Não existe racismo no Brasil

    No dia em que se “comemora” o Dia da Consciência Negra fomos atingidos por dois grandes golpes. O primeiro, a morte do João Freitas, espancado covardemente por dois seguranças, brancos, do supermercado Carrefour do Rio Grande do Sul. E o segundo, a declaração do vice-presidente da República, Hamilton Mourão, ao afirmar que “não existe racismo no Brasil”.

    Sobre o primeiro, não há qualquer fato que justifique tal crime. Absurdamente, ainda vemos em mídias sociais declarações que buscam justificar ou amenizar tão grave e injustificável delito. Recuperam os antecedentes criminais por violência doméstica que cabiam à vítima, além de ameaça e porte ilegal de arma. Por mais graves que fossem seus delitos, não justifica tal crime, nem mesmo a suposta agressão à um dos seguranças, afinal, não vivemos em um Estado de Barbárie, aonde se justifica a lei de Talião, do olho por olho e dente por dente, em que vale a rigorosa reciprocidade do crime e da pena.

    Entretanto, quero me ater à declaração do vice-presidente, quando busca justificar que não há racismo no Brasil. Segundo ele: o que “existe é desigualdade no país. Há uma brutal desigualdade devido à uma série de problemas; e grande parte das pessoas mais pobres que tem menos acesso aos bens e às necessidades da sociedade moderna, são gente de “cor”, apesar de sermos um país miscigenado”.

    Concordo quando o vice-presidente afirma que o principal problema do país é a desigualdade social. Analisando desta forma e fazendo um resgate da história da formação da sociedade brasileira, lembramos que os portugueses que aqui chegaram nos primeiros anos, sempre foram detentores da riqueza e por conseguinte das melhores posições sociais. Aos índios e negros sempre foi facultada a escravidão e a ausência de direitos. Com o advento da abolição institucionalizada da escravidão (que não aconteceria de fato), coube, os empregos formais remunerados aos imigrantes europeus, brancos, repelindo a posição dos negros muito mais à margem da sociedade. Posteriormente, por falta de oportunidades, serão impelidos a viver na marginalidade, e a muitos, à criminalidade.

    Historicamente essa condição de pobre, marginalizado e desprovido de qualquer direito foi relegada aos negros e mestiços, que culturalmente estigmatizará a esses, provendo a eles um preconceito enraizado na sociedade e perpetuando pelas décadas seguintes. Aos brancos restará as riquezas, as melhores posições sociais, e o medo da perca desses privilégios pelos pobres, vistos por estes como ameaças.

    Ao afirmar que não existe racismo no Brasil, Mourão busca fazer comparação entre o racismo americano da década de 60 em que ainda trazia traços gritantes da segregação racial que vigorava no século XX e em países como a Alemanha nazista, com o antissemitismo, a África do Sul, com o apartheid, com aquele praticado atualmente, infelizmente, no Brasil, muitas vezes, velado.

    Sendo assim, a questão levantada por Mourão faz sentido quando afirma ser a desigualdade o principal problema do Brasil, entretanto, essa desigualdade é decorrente da falta de oportunidade que os negros, em sua esmagadora maioria, foram vítimas, surgindo o racismo estrutural, que causa disparidades que se desenvolvem entre os grupos ao longo de um período de tempo, “colocando um grupo social ou étnico em uma posição melhor para ter sucesso e ao mesmo tempo prejudica outros grupos de modo consistente e constante”. O vice-presidente acertou quando afirmou que o problema do Brasil é a desigualdade, entretanto, essa desigualdade, se resume à racismo.

    * Bacharel em Comunicação Social - UFMA

    04 julho 2020

    IMPACTOS DA DESINFORMAÇÃO NO COMBATE À PANDEMIA EM SÃO LUÍS

    *Emerson Marinho

    Imagem da Internet
    A população ludovicense tem, nos últimos dias, relaxado as medidas de isolamento social e prevenção, como o uso de máscaras. Os números do achatamento da curva, na capital, dão a impressão de que o pior da crise já passou. Em tese, cremos estar chegando na realidade semelhante àquela que os europeus chegaram. Após o pico vem o momento do relaxamento das medidas e a reabertura das atividades.


    Entretanto, a realidade brasileira se mostra bastante distinta. A falta de apoio incisivo do Governo Federal para o combate à pandemia, refletido principalmente na ausência de um Ministro da Saúde efetivo e duradouro, por vários meses, além do relaxamento das medidas restritivas em diversas cidades do país, trouxe o agravamento da crise e a volta às medidas de isolamento social. O número de contaminados e óbitos cresceu de forma assustadora.

    Na contramão desses números, o achatamento da curva de contaminados e óbitos, registrados na capital maranhense, diminuiu. Esses dados têm contribuído para uma falsa sensação de fim da crise no Estado e a necessidade da pronta reabertura das atividades não essenciais. Junto a isso, a desinformação ou a falta de informações precisas, tem contribuído para que a população relaxe as medidas sanitárias exigidas pelo governo e órgãos de saúde. Notícias de novos medicamentos para o combate ao vírus, e outras relacionadas a vacinas desenvolvidas e próximas de serem produzidas em massa, levam a essa falta sensação de que o inimigo não é mais imbatível.

    Entretanto, muitos municípios no Estado estão no início da crise e São Luís não está livre do vírus ou do risco do agravamento da crise. Com a redução da ocupação dos leitos de UTI, ou mesmo dos leitos clínicos na capital, muitos casos graves, oriundos do interior, vem ocupando essas vagas trazendo o vírus para a capital e o risco futuro de uma nova contaminação, se porventura houver o total controle do contágio.

    Lembrando que o governo do Estado foi um dos primeiros do país a adotar medidas restritivas e outras medidas de combate ao vírus. Mesmo assim, a capital maranhense ocupou, no início, os primeiros lugares em números de óbitos, levando em conta a percentagem da população. No final de junho, o Ministério da Educação divulgou que o Maranhão tinha 4 cidades entre as de menor crescimento de novos casos da doença. As três primeiras posições eram ocupadas por cidades maranhenses, localizadas na grande ilha. São Luís ocupava a 2ª posição.

    Analisando com um olhar crítico para toda essa realidade, levando em consideração os cenários global e municipal, entende-se existir muitas vitórias no Estado. No entanto, a guerra contra esse inimigo, ainda não totalmente conhecido, está longe do fim. É necessário cautela a cada novo passo por parte dos gestores e da população. É fundamental a análise criteriosa dos dados fornecidos pela ciência e suas recomendações, mas trazendo para as especificidades e realidades de cada região. Só assim, será possível a adoção de políticas que permitam o afrouxamento das medidas restritivas de forma gradual, sem prejuízos para as conquistas já alcançadas.

    * Bacharel em Comunicação Social 

    21 junho 2020

    A COVID-19 ACABOU PARA OS BRASILEIROS?

    *Emerson Marinho

    Se aproxima dos quatro meses do primeiro caso do novo Corona vírus no Brasil. À medida em que os números crescem exponencialmente, aos poucos, a vida está voltando ao normal.
    Fila para atendimento em banco.
    FOTO: José Leomar

    Os três primeiros meses do ano de 2020 foram de pânico em todo o mundo. O Brasil assistia estarrecido aos países da Ásia e Europa sucumbindo à uma doença desconhecida e extremamente fatal. Milhares de doentes se amontoavam nos hospitais sem equipamentos suficientes para mantê-los vivos. Covas abertas às centenas para enterrar tantos mortos diariamente. Os brasileiros, em sua grande maioria, temiam exageradamente, a pandemia já decretada. Se nos países ao norte do Paralelo do Equador, em sua maioria com economias estáveis e serviços de saúde de excelência, os efeitos da doença eram devastadores, o que seria dos países do Hemisfério Sul, inclusive do Brasil?

    Ainda, com uma dezena de mortos diárias no Brasil, e temendo uma crise de saúde pública sem precedente, governadores decretam o isolamento social. A população, em sua grande maioria atende às ordens, ainda que, por medo.

    Três meses depois, o número de mortos diário já chega à casa dos milhares, os contaminados já chegam a meio milhão. No entanto, diferente do que se esperava, a maioria dos brasileiros intensifica o relaxamento do isolamento se amontoando em festas, shoppings e outros espaços públicos e privados, já descartando o uso da máscara e das outras recomendações de segurança.
    Mas o que aconteceu para se impor esta dicotomia tão gritante e quase inexplicável?

    Utilizando uma analogia bastante alegórica, apresentamos uma resposta possível.

    Joãozinho, um garoto de 9 anos, acaba de se mudar com seus pais para uma nova casa. A mudança aconteceu à noite (por razões irrelevantes para o enredo, mas fundamentais para a exposição). Seus pais anunciam que no quintal havia a casa da árvore que ele tanto sonhava. Entretanto, ao chegar à porta de acesso da área, algo o impediu de seguir em frente: estava tudo muito escuro, e a iluminação não funcionava. Apesar do imenso desejo por conhecer e explorar o objeto do maior desejo, ele não deu um passo, não sabia aonde estaria pisando, e nem o que encontraria pelo caminho. Os pais orientaram esperar o dia seguinte, tomariam todas as providências para evitar qualquer risco à sua segurança.
    No dia seguinte, logo cedo, o menino levanta com a luz do sol. E antes que seus pais acordem, corre até a casa da árvore para explorá-la, deixando de lado as suas recomendações. Sentia-se, naquele espaço exclusivamente seu, livre para realizar um desejo a tanto incontido. Compensava se expor a qualquer risco.

    A população brasileira é esse garotinho. Enquanto se andava às cegas, com a ciência tentando entender e explicar a doença, suas formas de transmissão, como e quais órgãos são atacados, qual a faixa etária em que a doença é mais grave e em qual é apenas uma “gripezinha”; os brasileiros se postavam diante dos aparelhos de Tv e na internet, estarrecidos e comovidos com as centenas de mortos diárias ocorridas na França, Itália, Espanha e por fim nos Estados Unidos. No Brasil, o pânico estabelecido crescia com algumas poucas dezenas de mortos diários.

    Atualmente, três meses depois, o Brasil chega ao pico da doença com mais de 2 milhões de contaminados, quase 50 mil óbitos e mais de 1.000 vítimas fatais diárias. As UTIs estão no limite de sua capacidade, enterros são realizados de forma coletiva para atender a demanda, a falta de EPIs se agrava e medicamentos básicos para os internados nas UTIs já não são suficientes. Os casos deixam de ser apenas números e passavam a ter rostos conhecidos.

    Na contramão desses fatos, as praias, os shoppings e outros espaços públicos e privados que concentram um grande número de pessoas, já estão lotados. Uso de máscaras e outras medidas de prevenção passam a ser opcionais, ainda que os governos Estaduais os determinem, por lei, como obrigatórios.

    Semelhante ao Joãozinho de nossa analogia, o terreno foi explorado e agora se tem mais informações sobre o inimigo a ser encarado, o medo acabou. Ainda que não se tenha as armas para combater o bom combate, mesmo que se saiba ser uma guerra injusta, agora se tem informações, conhecimento desse inimigo, é como se não mais importasse ser vitimado por ela. O cenário se assemelha a uma guerra tradicional, os soldados são obrigados a se colocar na linha de frente, tendo a consciência que muitos deles provavelmente não voltarão para ver os seus entes e nem que sairão vitoriosos da disputa. No nosso caso, fora quem trabalha em serviços essenciais, temos a escolha de entrar, ou não, na guerra. Sabemos que não temos as armas para enfrentar esse inimigo implacável. Em troca de uma tal liberdade imediata, grande parte da população se expõe ao vírus, acreditando que isso valha à pena.

    Nesse momento, a nossa luta não é pela liberdade, é pela vida. É por nossas vidas, é pela vida dos nossos entes queridos, é pela vida dos nossos amigos, vizinhos, conhecidos, dos nossos idosos, deficientes e com comorbidades. É pela vida dos profissionais de saúde, obrigados por um juramento, de proteger a toda e qualquer vida, mesmo que precise se afastar de sua família, ou se privar se sua liberdade, se expondo ao risco diário de se contaminar e se tornar mais um número estatístico. Todos nós temos direito à liberdade, mas esta, de nada vale, se não houver a vida em primeiro lugar.

    * Bacharel em Comunicação Social 

    05 junho 2020

    DISTRIBUIÇÃO DE VACINA CONTRA O CORONAVÍRUS NO NORTE E NORDESTE DO BRASIL

    *Emerson Marinho

    O Brasil é reconhecido mundialmente por sua grande miscigenação, abrigando descendentes de povos de várias partes do mundo e de inúmeras etnias. De outro modo, também é reconhecido pela má distribuição de renda, sendo capaz de existir no mesmo território algumas das maiores fortunas do mundo, ao lado de bolsões de pobreza e miséria amontoados em favelas, palafitas ou ainda em  exércitos de desabrigados que disputam calçadas e pontes como abrigo.

    O Norte e Nordeste do Brasil, mesmo já tendo, em alguns momentos da história recente, representantes na principal cadeira do Executivo Nacional, ainda amargam os piores números quando se trata do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) refletidos na péssima distribuição de renda, falta de serviço de saúde adequado, segurança, saneamento básico, moradia, etc.

    O Coronavírus veio escancarar esse abismo social com as outras regiões do Brasil. São Paulo e Rio de Janeiro ainda surgem como as cidades que mais registram óbitos no país decorrente da pandemia de Covid-19, isso ocorre por terem grande concentração populacional. Estados como Amazonas e Ceará, são exemplos claros de Estados com baixa densidade demográfica, mas que ocupam as primeiras posições no número de óbitos, estes dois últimos representando o Norte e Nordeste do país, respectivamente.

    Enquanto muitos países da Europa já discutem a produção de uma vacina e as estratégias para uma possível distribuição do medicamento, o Brasil ainda vive uma escalada no número de óbitos e contaminados, batendo recordes diários. No centésimo dia do primeiro caso registrado no país, enquanto outras nações já atingiam a curva na descendente nessa mesma marca, o Brasil chega a números crescentes ultrapassando a Itália ficando a cerca de 5000 mortes para ultrapassar o segundo colocado em número de óbitos absolutos, o Reino Unido, que até essa data se aproxima dos 40 mil mortos.

    Fazendo pouco casos desses números, o Governo Federal Brasileiro se mostra inoperante na formatação de estratégias para combater o avanço da pandemia no país e principalmente no Norte e Nordeste aonde os números se mantém altíssimos. Na contramão de ações positivas para a redução das dificuldades das milhares de famílias que ficaram sem renda por terem perdido os mantenedores da renda familiar para a Covid-19 ou aqueles que engrossam as filas de desempregados que alcançam marcas históricas, o governo Federal anunciou a retira de R$ 83 milhões do Bolsa Família, programa assistencial que atende as famílias de baixa renda, e destinou à comunicação institucional do governo. Essa transferência ocorre em meio a acusações de que o Governo Federal teria dado menos atenção e recursos à Região Nordeste, realizando cortes de milhares de cadastros. Dos quase 160 mil benefícios que sofreram cortes em março, início da quarentena no país, 61,1% do total foram retirados justamente dessa região que responde por metade dos benefícios totais do país.

    Em relação aos investimentos em pesquisa, o governo já vinha anunciando, em setembro de 2019, a redução dos recursos totais para o Ministério da Educação, em 2020, atingindo em cheio os financiamentos em pesquisa que tiveram cortes de até 50%. O Brasil que já desponta como um dos grandes polos mundiais de pesquisa, tendo pesquisadores reconhecidos internacionalmente, se vê desamparado no momento em que seus pesquisadores desenvolvem uma vacina contra o coronavírus Sars-Cov-2. O projeto é liderado por cientistas da Faculdade de Medicina da USP e pelo Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração (Incor). A pesquisa é financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

    Esses números revelam que a discussão sobre a distribuição da vacina está longe da pauta do dia nessas regiões. Os governos Estaduais e Municipais gastam os seus esforços, principalmente nesse momento, em distribuir os parcos recursos na manutenção de um sistema de saúde precarizado por falta de estrutura, equipamento e pessoal, porquanto a maioria dos médicos migram para as capitais e as cidades mais desenvolvidas. Os governos, dessas regiões, lutam para a preservação da vida, enquanto são obrigados pelos empresários, e até mesmo pelo governo Federal alinhado à preocupação econômica, a avaliar a abertura do comércio e à flexibilização das medidas de distanciamento social em meio aos números ainda crescentes de contaminados e óbitos no país.

    *Bacharel em Comunicação Social