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11 agosto 2013

SER PAI. UMA DÁDIVA OU UMA GRANDE RESPONSABILIDADE?

Hoje é dia dos pais, para quem tem prole, uma data para lembrar ser uma “dádiva de Deus”, um presente para deixar para a posteridade o nome da família. Entretanto, ser pai é muito mais que “colocar o filho no mundo”, ser pai é ter RESPONSABILIDADE, isso mesmo, ser pai é entender que você vai, para além de colocar mais uma entre os 6 bilhões de seres já existentes, pari um cidadão com direitos, deveres, obrigações e necessidades, e que precisam dos pais para que direitos sejam respeitados e obrigações sejam atendidas.

Desde cedo as crianças têm necessidades, mesmo antes de nascer, e depois o trabalho só aumenta. Alimento, vestimenta, remédio, educação, um lar são necessidades básicas que são essenciais para o crescimento desses pequenos seres que em breve estarão aptos a ajudar a continuar a multiplicar a população e a contribuir para a manutenção do estado democrático de direito, ou a engrossar as fileiras dos grupos que buscam por uma sociedade mais justa e democrática. 

Ser pai é tão importante, que para mim deveria ser necessário um “curso de paternidade” com certificado ou “carta” no final, como a necessária para dirigir ou registro para exercer certas profissões. Um curso para ensinar a se ter responsabilidade com os pequeninos e que eles necessitam de carinho, amor, dedicação, atenção...

Por que chego a esse extremo?

As crianças hoje são pais de outras crianças, cada dia tem filhos mais jovens, não tiveram educação e serão incapazes de dar educação aos filhos. Não falo da educação formal (de responsabilidade do Estado), de obrigar o filho a frequentar uma escola, mas de ensinar valores como cidadania e ética. Ensinar que temos direitos e deveres e que o nosso direito termina aonde começa o do outro. A falta disso resulta em uma sociedade com altos níveis de criminalidade, preconceitos, e porque não, miséria, afinal esses também não tem a educação formal e não terão qualificação para obter um emprego digno e bem remunerado.

Espero que possamos refletir a partir de agora sobre a sociedade que temos e a que queremos, pois nunca é tarde para mudar. Se como pais e mães ensinarmos a nossos filhos a importância de valores básicos como o respeito ao próximo e o cultivo de bons hábitos de convivência urbana, teremos uma “sociedade mais justa, solidária e igualitária”.

EMERSON MARINHO

02 agosto 2013

APÓS URUGUAI, O BRASIL SERÁ O PRÓXIMO A LIBERAR A MACONHA?

O Brasil se deparou essa semana com a notícia que o nosso vizinho Uruguai aprovou uma medida que libera a venda de maconha no país. Para virar lei, o texto deverá ser apreciado pelo Senado. Mas o que essa notícia tem a ver com o Brasil?
Não é de hoje que centenas de ativistas fazem mobilizações pelo país em favor da liberação da maconha no Brasil, alguns são figuras ilustres como o ex-presidente da república, Fernando Henrique Cardoso. A aprovação da livre comercialização, cultivo e consumo (com certas restrições) no Uruguai, abre certo precedente para que outros países do bloco sigam no mesmo rumo. Em poucos dias veremos diversas passeatas a se multiplicarem no país a favor da liberação da maconha, da mesma forma que nos acostumamos a ver, nas últimas semanas, grandes aglomerados humanos, com a principal diferença que essas terão um objetivo bem definido e argumentos embasados.
De pronto surge uma nova indagação: quais as implicações advindas da liberação da droga no país?
O principal argumento, de quem é a favor, é ser um golpe enorme contra os traficantes que não terão mais concorrentes e quebraria o negócio, reduzindo assim a criminalidade.
No entanto, não vejo bem por aí. Os traficantes teriam legitimidade para continuar traficando enquanto iriam imprimir algum tipo de punição a quem lhes fizesse frente, como é feito atualmente com as quadrilhas rivais, isso iria contra o argumento de redução da criminalidade.
Dizer que as pessoas iriam plantar a sua própria maconha para consumo, vejo como nova falácia, é muito menos trabalhoso comprar o produto pronto. Senão,  começaríamos a plantar e produzir boa parte do que compramos e consumimos, isso vai de alimento a vestuário, para não me alongar com descrições.
A liberação do uso da maconha reduziria o prazer oculto pelo uso da droga, “o que é proibido é mais gostoso”. No entanto essa assertiva, apesar de verdadeira, agrava outro problema: se essa droga passa a ser lícita, os jovens, principalmente, vão procurar outras mais excitantes (proibidas) e por extensão com um poder de vício e destruição muito maior, o problema só se agravaria. A maconha, que é relaxante passaria a ser substituída por outras excitantes como o caso da cocaína, a heroína, o crack e o Óxi derivado da pasta base da cocaína, muito mais barata, viciante e com alto poder destrutivo.
Outro argumento utilizado por quem é a favor da liberação da maconha é que “com campanhas de conscientização e esclarecimento as pessoas teriam poder de optar se iriam querer usar drogas ou não”. Pergunto: isso deu certo com as propagandas contra o uso do cigarro? As advertências nos rótulos dos maços, as fotos chocantes com a intenção de diminuir o consumo não surtiu efeito algum, pelo contrário, o consumo cresceu, principalmente entre os jovens.
Além de todas as preocupações já descritas, meu temor com a liberação da maconha no Uruguai, é a facilitação da produção da maconha naquele país e o escoamento do produto para o nosso, que já acontece com tanta facilidade.
Pergunto ainda se os argumentos utilizados para a liberação da maconha não seriam os mesmos, ou no mínimo próximos, utilizados para a liberação de outras drogas? Em breve veríamos passeatas a favor da liberação da cocaína, do crack do óxi, afinal deve-se dar direito de livre escolha.
Qual seria a solução, então? Sinceramente não sei. Este é o desafio. Mas acredito que a liberação não é mesmo. Ainda que seja a opinião de um leigo que nunca deu um “tapinha no bagulho” ou mesmo tenha se aventurado a fumar um cigarro.

EMERSON MARINHO

31 julho 2013

A GREVE DOS MÉDICOS É UM DESRESPEITO À POPULAÇÃO

Médicos catarinenses paralisam as atividades nesta quarta-feira (31) em apoio à movimentação nacional.  (Foto: Cadu Rolim / Fotoarena/Estadão Conteúdo)

Médicos catarinenses paralisam as atividades

nesta quarta-feira (31) em apoio à movimentação 
nacional. (Foto: Cadu Rolim / Fotoarena/Estadão Conteúdo)

Após o Governo Federal anunciar o programa mais médico, começamos a ver vários profissionais da saúde se insurgir contra o programa que visa contratar profissionais estrangeiros para sanar o déficit de médicos nos hospitais públicos do nosso país (mesmo entendendo ser paliativo).
Na última semana vários profissionais em mais de 10 cidades brasileiras fizeram greves e saíram às ruas contra as decisões do governo Federal. No entanto, nos indagamos por que só hoje eles alardeiam que o grave problema da saúde não é a falta de profissionais, mas de estrutura? Por que até hoje nunca saíram às ruas ou fizeram greve para reivindicar melhores condições de trabalho? A reclamação sobre o projeto do governo de exigir que os profissionais fiquem mais dois anos atendendo no SUS antes de se formar, é por ter estendido o tempo para obter formação ou por esperar mais dois anos para abrirem os seus consultórios ou trabalhar na rede particular o que lhes garantem maior salário?

Quando os profissionais saem às ruas mostram o total desrespeito com a população e a falta de preocupação com os pacientes que tiveram as suas consultas e atendimentos suspensos, consultas essas que levam até 3 meses da marcação à consulta. Quando vemos centenas de médicos nas ruas chegamos a nos perguntar se de fato faltam profissionais na rede pública? Essa dúvida só aumenta quando assistimos a denúncia feita pelo Jornal do SBT na última terça-feira (30) de pelo menos três médicos que atendem na maternidade pública Leonor Mendes de Barros, na zona leste de São Paulo, flagrados batendo o ponto e saindo do hospital 5 minutos depois. Esses profissionais são exceção ou regra? Quero crer na primeira.  Felizmente esses maus profissionais já foram suspensos e para o bem da classe espero que sejam expulsos. E que a reportagem/denúncia sirva para se abrir investigação em outros hospitais e cidades. A atitude desses médicos só justifica o que muitos alegam, que os profissionais da saúde são contra o programa do governo por temerem ter mais concorrência o que reduziria o salário e oportunidade de emprego(S) dos bens pagos.

Me preocupa quando o governo desiste de incluir os dois anos a mais na graduação médica (o que de fato achava um absurdo), por parecer se vergar à pressão dos profissionais que continuarão a pressionar o governo com greves resultando em prejuízo para a população que ficará mais tempo com as consultas suspensas.

Mesmo que a Federação Nacional dos Médicos (Fenam), que representa 53 sindicatos, oriente para que casos de urgência e emergência sejam atendidos, o problema causado pela greve não é amenizado, pois quem procura os médicos é porque está doente, mesmo que não seja uma situação de emergência.

EMERSON MARINHO

30 julho 2013

MARANHÃO NA “RABEIRA” DO BRASIL

O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e o PNUD (Programa das Nações Unidas pelo Desenvolvimento no Brasil) divulgaram nesta segunda-feira (29) o Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013, como não é surpresa o Maranhão ficou em penúltimo lugar na avaliação geral, superando apenas o estado de Alagoas, obtendo nota 0,639 numa escala que vai até 1.
Se se levar em consideração somente a renda, o Maranhão fica em último lugar, o que é inaceitável considerando-se que o nosso Estado se localiza na Zona de transição entre o Norte e o Nordeste o que permite termos um solo riquíssimo, com recursos naturais incalculáveis o que desperta o interesse de multinacionais. O clima e o solo são propícios para diversas culturas agrícolas, como também favorece a pecuária, muito difundida na região sul do estado. Como então o Maranhão pode ficar atrás de estados como o Piauí, e o Ceará, aonde tem geograficamente solo infértil por falta d’água o que torna a agricultura e pecuária praticamente impraticáveis.
É hora de mais uma vez sairmos em passeatas pelas ruas de nossas cidades pedindo por mais justiça social, que as riquezas obtidas a partir da exploração de nossos recursos naturais sejam repatriados e sejam repartidas entre todos e não apenas entre alguns poucos. Temos a consciência de que o Maranhão é um país rico, Pero Vaz de Caminha conhecendo o nosso estado diria que aqui “em se plantando, tudo dá”.

EMERSON MARINHO

20 julho 2013

MAIS UM SUPOSTO ERRO MÉDICO MOSTRA A INCAPACIDADE DE NOSSOS MÉDICOS

Inicialmente quero explicar o porquê da expressão “suposto erro médico”, simplesmente, por não ter provas cabais do erro que infelizmente ceifou a vida de mais uma inocente de apenas 3 anos de idade.

Na manhã da terça-feira (09) da semana passada, a vó da menina Giovanna resolve levar a criança ao hospital, mais precisamente ao Hospital da Criança localizado no bairro da Alemanha, o motivo seria uma febre intermitente que poderia ser causada por uma inflamação na garganta. Ao sair de casa a pequena Giovanna, consciente e andando com os próprios pés, dá até logo, sem saber que jamais voltaria a ver os pais; a irmã mais velha, de 5 anos de idade e um garotinho de apenas 1 ano; além dos amigos que conquistou, principalmente na igreja que desde cedo frequentava.

No hospital dezenas de crianças lotavam os leitos e dependências sofrendo com sintomas semelhantes. Os riscos de se contrair uma infecção hospitalar é grande, principalmente pela falta de limpeza do local, o banheiro, principalmente, parece mais um banheiro público de adultos que um banheiro para crianças, a fedentina exala e a falta de limpeza causa aversão às próprias crianças.

Apesar da febre, a pequena Giovanna não parece sofrer de nada mais grave, até que a aplicação de um medicamento, Plasil, faz a frequência cardíaca da menina aumentar, e mesmo depois do atendimento da médica, a garotinha não resiste e parte deste mundo.
No dia seguinte o laudo médico indica, além de parada Cardiorrespiratória (evidente), vermes, o que a meu ver não levaria a menina a óbito instantaneamente.

Além da dor da família de perder uma garota de futuro promissor, fica a incerteza do que de fato aconteceu com ela. Fico intrigado, pois já perdi uma afilhada de poucos meses de vida após tomar o mesmo medicamento e mais duas irmãs dela, que também tinham poucos meses de vida. Acredito, por conta disso, que não seja só coincidência.

Uma certeza eu tenho, jamais deixarei qualquer uma das minhas sobrinhas ou filhas (quando tiver) tomar tal medicamento, porquanto por obra do destino, ou por erro médico, tem levado as nossas crianças com tanta vida a ser vivida.

EMERSON MARINHO