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14 outubro 2012

CASTELO SAI NA FRENTE NA PROPAGANDA ELEITORAL GRATUITA


Essa semana começou o horário eleitoral gratuito no seu segundo turno. Durante 20 minutos, 10 para cada candidato, eles apresentarão as suas propostas de campanha. O Edivaldo Holanda Jr no primeiro turno fez questão de afirmar em quase todos os seus programas que não usaria de baixaria, fazendo críticas aos adversários; ele fez uso do seu tempo para apresentar propostas e se defender das críticas feitas pelos adversários. As críticas ao seu principal adversário ficaram a cargo dos outros candidatos, dentre eles o Ednaldo Neves e ao Haroldo Sabóia que durante o debate utilizado pela Tv Mirante, distribuiu críticas aos principais candidatos à disputa, João Castelo e ao próprio Edivaldo Holanda Jr.
Já o atual prefeito, no primeiro turno, ficou sob fogo cruzado, tendo de se defender das críticas e acusações dos outros candidatos, ao mesmo tempo que partia para o ataque ao seu principal concorrente. No segundo turno o cenário que se afigura é semelhante ao primeiro, entretanto, Castelo tem a vantagem de não sofrer críticas à sua administração ou à sua inércia como administrador. De outra feita, ele apresenta várias obras realizada por ele em São Luís quando foi indicado como prefeito biônico no final da década de 70, e agora como prefeito municipal fazendo uso dos recursos federais.
No meu ponto de vista, Edivaldo deveria repensar a sua estratégia, afinal ele não tem obras a serem apresentadas por nunca ter assumido um cargo no executivo, o que leva os eleitores a pensar que só o Castelo fez e pode fazer por nossa cidade. E como diz o jargão esportivo, a melhor defesa é o ataque, e o Castelo sai na desvantagem, afinal é um dos piores governos que São Luís já teve a infelicidade de ter.
Ainda assim, o Edivaldo tem larga vantagem que só aumenta quando vários partidos e políticos se aliam à sua campanha.

Emerson Marinho
DRT - 1813 

13 outubro 2012

MURAD DÁ BOM EXEMPLO A POLÍTICOS


E se a graça pega?

O Secretário Estadual de Saúde do Estado, Ricardo Murad, surpreendeu a todos nesta sexta-feira, 12, tomando banho junto com as netas, Paola e Giovana na praia do Calhau na região da Avenida Litorânea. A iniciativa teve a intenção de mostrar aos ludovicenses que as praias de São Luís, que há cerca de quatro meses foram consideradas impróprias para banho, hoje já estão despoluídas e liberadas para banho. Pelo menos é que o secretário e o Labor -Laboratório Central do Estado do Maranhão (Lacen) quer que acreditemos. Após análises feitas pelo Lacen com o apoio da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo (Cetesb), as praias passaram de impróprias para liberadas para banho em apenas 4 meses sem que tenha sido tomada nenhuma iniciativa no sentido de evitar com que os dejetos e esgotos continuem a ser jogados em nossas praias.
Mas ainda assim, louvo a atitude do Secretário que sujeita a sua saúde e de suas netas para provar aquilo que quer que acreditemos. Do mesmo modo, gostaria que ele, como secretário de saúde, assim como a governadora e os outros secretários, e o prefeito e seu secretariado fizessem uso do serviço público para provar que são passíveis de ser usados por qualquer um até mesmo por eles próprios. Assim, sou a favor de que os nossos hospitais, prontos-socorros, Upas, etc., enfim, o serviço público como um todo seja usado por quem é responsável por fazer todas as melhorias e instalo da forma em que atenda às nossas necessidades.
Por exemplo, gostaria de ver a governadora, o prefeito, ou mesmo o Ricardo Murad, que responde à pasta da Saúde do Estado, serem atendidos nos nossos hospitais e não no Sírio Libanês, afinal o dinheiro que usam é público, é nosso. Mas esse desejo, temos certeza, é só uma quimera.

Emerson Marinho
DRT - 1813 

10 setembro 2012

O BRASIL ESTÁ UM LIXO!


Esta semana ouvi uma conversa entre minha irmã e minha sobrinha enquanto a primeira ajudava nas atividades escolares da segunda. Ouvi, meio de soslaio, uma breve narração histórica da Independência do Brasil, desde o Dia do Fico, celebrado no dia 09 de janeiro de 1822, ao grito de Independência dado no dia 7 de abril do mesmo ano. A mais jovem, de apenas 11 anos de idade, após ouvir a narrativa concluiu: “não sei por que brigavam pelo Brasil, o nosso país está um lixo”. 

Aquele comentário me incomodou, e mais que incomodar me levou à reflexão. Como é que os jovens são o futuro do Brasil, se eles mesmos não acreditam no país? 

Indo mais a fundo em minhas reflexões passei a tentar compreender porque ela pensava assim, e não só ela, mas a nossa juventude. Concluí que isso é graças a milhares de informações que recebemos todos os dias, em rádios, jornais, tv e internet relatando a falta de compostura, de ética, de desvios de personalidade de nossos governantes, daqueles que outorgamos, por meio do voto, o direito de nos representar. Os mensalões, o dinheiro sujo de jogos ilegais, dinheiro na meia, na cueca, ou oriundos de propinas que tem pedidos de bênçãos por meio de orações grupais... são as notícias que nos fazem deixar de crer que ainda há gente honesta nesse país, ou que o futuro será diferente. 

Mas ainda tem fatos que nos revoltam sobremaneira, discussões acaloradas no Congresso Nacional para decidir se 1 real de aumento do salário mínimo não irá quebrar a Previdência Social, enquanto os dividendos dos nobres políticos, já são avultantes, são aumentados em quase 200% por cento na calada da noite de uma hora para outra sem qualquer questionamento. Ou então, a rotina de um trabalhador braçal que tem que acordar cedo, pegar duas, três conduções diárias para chegar ao trabalho, se desdobrar em dois para continuar construindo o nosso país em longas 8h, 9h diárias, por vezes, 6 dias na semana e no final do mês receber míseros R$ 622,00, enquanto um presidiário recebe auxílio reclusão no valor de R$ 915,05, para muitos, um incentivo à criminalidade. Ou saber que para cada obra construída com recursos públicos, um terço é desviado pelos gestores, esse rombo nas contas públicas que daria para pagar um salário digno aos brasileiros, quando descoberto, nunca retorna ao erário público e ninguém é responsabilizado. 

Como crer que o país é uma nação que dará certo quando aqueles que nos representam, que são os selecionados, os escolhidos, em tese, por serem exemplo, por serem modelo, já vieram com defeito de fábrica? Já tem no sangue que corre em suas veias o vírus da esperteza, da corrupção, do egoísmo exacerbado, da falta de ética e de compromisso com os bens públicos? 

Continuando a conversa citada no início desta narrativa, minha irmã tenta de forma tímida, certa defesa à nossa pátria, dizendo que naquela época o Brasil era bastante “desejado” por outros países, principalmente por Portugal, de quem era colônia de exploração. De imediato me veio a imagem de um verdadeiro brasileiro, D. Pedro I, claro, brasileiro de coração, pois mais que muitos brasileiros, lidou com ameaças revolucionárias e insubordinação das tropas portuguesas ficando contra a sua pátria mãe e se colocando ao lado do Brasil, dos brasileiros. Quem sabe até mesmo os caras pintadas, que mesmo sendo massa de manobra, saíram às ruas porque acreditavam em um país diferente. 

O que vemos hoje é um país de povo apático, subjugado ao julgo dos poderosos da mídia, do poder econômico e social, que se contentam com tão pouco, mas que se acham espertos quando deixam de devolver o troco quando foi passado a mais; quando fazem gambiarras para furtar água ou energia; sonegar impostos; ou trocar o voto por cesta básica, um calçado, ou uma dentadura. 

O Brasil é um país, é um pedaço do paraíso que não deu certo, pelo menos é isso que querem que acreditemos. 

Mesmo não tendo uma justa divisão de renda, temos a 6ª economia do mundo, tanto que a crise econômica que abalou o mundo no final dá última década e início desta, não promoveu grandes problemas por aqui; temos um dos modelos de saúde pública mais modernos do mundo, apesar de ainda não funcionar a contento; temos um clima e solo extremamente favoráveis à agricultura e agropecuária, como já dizia Pero Vaz de Caminha, “aqui em se plantando, tudo dá”, um local propício ao comércio, tanto que muitas indústrias estão se instalando no país, etc., etc., etc. O Brasil é um país próspero, mas mal administrado. 

Admiro o patriotismo de nações como os Estados Unidos que incentivam o patriotismo, não só esporte, mas também na política, na economia, em seus heróis, em suas manifestações culturais. 

O nosso Brasil é o país do luxo, do futuro, da prosperidade, da esperança, mas a nossa visão turvada, que transforma ao inverso o que vemos, o muda em lixo e nos cega das belezas e riquezas naturais e transforma o povo ordeiro, honesto, trabalhador em Carlinhos, Sarneys, Lulas e tantos outros que nos tiram o orgulho de filhos desta terra varonil. 

O nosso país hoje não é mais visto lá fora como o país da impunidade, da prostituição, e de refúgio de bandidos, podemos ver isso nas telas do cinema, ou nos periódicos internacionais, é admirado pelos estrangeiros, mas essa admiração não chega aos brasileiros que insistem em pensar que o nosso país não é o país do futuro e que bom mesmo é a casa do vizinho. 


EMERSON MARINHO 
Radialista Profissional 
DRT: 1813

23 junho 2012

O BRASIL OFERECE 10 BILHÕES DE DÓLARES PARA AJUDAR NA CRISE DA EUROPA


O Brasil propôs que países do Brics (países emergentes: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) disponibilizem bilhões de dólares em recursos ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para aliviar a crise na zona do euro. De início essa informação pode parecer absurda quando pensamos nas necessidades do nosso povo brasileiro. Na verdade esse montante de recurso viria a ajudar os países que investem gordos recursos no nosso país, países que financiam empresas que geram milhares de empregos no Brasil. Além disso, com esse empréstimo ganharíamos mais credibilidade e passaríamos a ter poder de sentar na mesa de negociação de assuntos de caráter global... Pelo menos é isso o que querem que nós engulamos.
De fato, a verdade pode ser visto sob vários ângulos, mas no ponto de vista das milhares de pessoas que passam fome todos os dias no Brasil, que precisam de assistência médica, de saneamento básico, de educação, de segurança, etc., etc. isso não passa de brincadeira de mal gosto.
É difícil compreender que um país que tem reservas internacionais, tem problemas básicos de saúde: é recorrente as matérias noticiadas pelos telejornais e jornais impressos de falta de atendimento em hospitais públicos, pessoas que passam horas na fila para conseguir atendimento ou esperar meses para realizar um exame; falta de vagas para internação, médicos que cometem erros pelo excesso de trabalho, e reclamam pela baixa remuneração.
É um absurdo pensarmos que vamos investir bilhões de dólares quando temos problema com a falta de seguranças, como policiais mal remunerados e mal equipados. E por falar em mal remuneração, isso é um problema que aflige a todas as classes. Isso pode ser sentido com as inúmeras greves que acontecem todos os anos.
Temos greves de metroviários; de rodoviários; de médicos; de professores municipais, estaduais e federais de policiais; de metalúrgicos; correio; etc., enquanto milhares e milhares de recursos são desviados todos os meses por políticos desonestos em negócios escusos, em desvios de milhares de recursos do erário público das prefeituras nos interiores desse nosso país. E enquanto uma categoria requer um reajuste de 17 % em seus vencimentos, se oferece em contrapartida, 1,5%, 2%, a justificativa é que o governo não tem recurso para pagar os trabalhadores como deveria.
Ou passamos o Brasil a limpo, ou toda a sujeira jogada embaixo do tapete irá nos soterrar com uma enxurrada de lama criada pelos nossos líderes postos no poder por confiarmos que iriam nos representar como merecemos.

26 maio 2012

XUXA: UMA TENTATIVA DE APAGAR O PASSADO?

Uma análise do texto da Cristiane Segatto: Xuxa e a doença do coração de pedra. Postado aqui.

O texto da Cristiane traz lampejos de lucidez e muitas vezes cai em profunda escuridão de conhecimento e preconceito. Dizer que a Tv está mais pudica é de uma inocência que beira ao absurdo. Se antes a nudez na tv era mais evidente, hoje a sexualidade é exacerbada. As nossas crianças estão cada dia mais prematuras, vejo que pelas histórias e cenas de sexo, quase explicito, que são veiculadas a qualquer hora do dia nas telenovelas fazendo com que milhares de crianças tenham suas primeiras experiências sexuais antes dos 10 anos de idade (experiências consentidas, sem justificar os casos de pedofilia e abusos sexuais que são crimes, abusos de incapaz). Não podemos esquecer dos programas em canal aberto que exploram a nudez (Pânico, Legendários, etc.) e que estão “livres” para todas as idades, repetindo as práticas recorrentes dos programas dos anos 80.
A censura que os meios de comunicação colocam na sua programação não passa de piada de mau gosto. Qual é o pai, ou mãe que proíbe os filhos de assistir tal programa por ter uma classificação para menores? Qual é a forma de controle, de orientação ou punição para os pais que desobedecem a essas regras? Não que eu seja a favor de qualquer tipo de retaliação ou controle aos pais, mas é para tomarmos ciência de vivemos num país de demagogias. Demagogias aonde o governo finge preocupação com o povo e do outro lado o povo que finge que o governo se preocupa com ele.
Quando ela critica os instruídos (acredito que a alguns) não os vejo como preconceituosos, mas como lúcidos a uma triste realidade, a uma realidade distorcida pelo sistema capitalista, muitas vezes pela própria mídia (ou os media), que fazem a grande massa almejar por uma realidade próspera, semelhante às das personagens das nossas telenovelas, que se inspiram, que buscam se reconhecer na trama a parecer com os personagens mais populares (digo, ricos e famosos). Não é insensibilidade o que se lê nas redes sociais (“verdades” ditas pelos mais “instruídos”), mas uma constatação de que ela representou, no passado, o símbolo do emburrecimento das nossas crianças e adolescentes e hoje busca mudar essa imagem negativa que perdura e vai perdurar na mente dos mais velhos por muitos e muitos anos.
A repercussão dada à entrevista da Xuxa é mais um exemplo da tentativa de apropriação da massa à vida dos ricos e famosos. Esquecemos das milhares de crianças que são abusadas todos os dias, que passaram por violências infinitamente maiores que as dela; que chegaram a engravidar sendo obrigadas a criar o filho por serem proibidas pela igreja a praticar aborto alegando que são a favor da vida (e quem é a favor da vida dessas crianças que tiveram a sua infância interrompida e tem que passar a cuidar de outra criança ainda sendo crianças?); que tiveram os seus sonhos ceifados e o seu futuro renegado a uma vida de limitações; ou que são obrigadas pelos pais a se prostituírem desde muito cedo em troca de alguns trocados; ou que se vendem por algumas pedras de crack; ou dos traumas psicológicos que irão perdurar para a vida inteira dessas crianças e que irão interferir nas escolhas desses cidadãos brasileiros.
Não sou insensível ao sofrimento da Xuxa, é muito triste o que aconteceu com ela, só coloco na balança o tamanho do sofrimento de lado a lado, e como se deu repercussão a um e a outro já parece banal. Os questionamentos que ora faço, não tem nada a ver com o lado pessoal da apresentadora, mas ao que ela representou profissionalmente de negativo para a nossa sociedade e as nossas crianças.