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10 setembro 2012

O BRASIL ESTÁ UM LIXO!


Esta semana ouvi uma conversa entre minha irmã e minha sobrinha enquanto a primeira ajudava nas atividades escolares da segunda. Ouvi, meio de soslaio, uma breve narração histórica da Independência do Brasil, desde o Dia do Fico, celebrado no dia 09 de janeiro de 1822, ao grito de Independência dado no dia 7 de abril do mesmo ano. A mais jovem, de apenas 11 anos de idade, após ouvir a narrativa concluiu: “não sei por que brigavam pelo Brasil, o nosso país está um lixo”. 

Aquele comentário me incomodou, e mais que incomodar me levou à reflexão. Como é que os jovens são o futuro do Brasil, se eles mesmos não acreditam no país? 

Indo mais a fundo em minhas reflexões passei a tentar compreender porque ela pensava assim, e não só ela, mas a nossa juventude. Concluí que isso é graças a milhares de informações que recebemos todos os dias, em rádios, jornais, tv e internet relatando a falta de compostura, de ética, de desvios de personalidade de nossos governantes, daqueles que outorgamos, por meio do voto, o direito de nos representar. Os mensalões, o dinheiro sujo de jogos ilegais, dinheiro na meia, na cueca, ou oriundos de propinas que tem pedidos de bênçãos por meio de orações grupais... são as notícias que nos fazem deixar de crer que ainda há gente honesta nesse país, ou que o futuro será diferente. 

Mas ainda tem fatos que nos revoltam sobremaneira, discussões acaloradas no Congresso Nacional para decidir se 1 real de aumento do salário mínimo não irá quebrar a Previdência Social, enquanto os dividendos dos nobres políticos, já são avultantes, são aumentados em quase 200% por cento na calada da noite de uma hora para outra sem qualquer questionamento. Ou então, a rotina de um trabalhador braçal que tem que acordar cedo, pegar duas, três conduções diárias para chegar ao trabalho, se desdobrar em dois para continuar construindo o nosso país em longas 8h, 9h diárias, por vezes, 6 dias na semana e no final do mês receber míseros R$ 622,00, enquanto um presidiário recebe auxílio reclusão no valor de R$ 915,05, para muitos, um incentivo à criminalidade. Ou saber que para cada obra construída com recursos públicos, um terço é desviado pelos gestores, esse rombo nas contas públicas que daria para pagar um salário digno aos brasileiros, quando descoberto, nunca retorna ao erário público e ninguém é responsabilizado. 

Como crer que o país é uma nação que dará certo quando aqueles que nos representam, que são os selecionados, os escolhidos, em tese, por serem exemplo, por serem modelo, já vieram com defeito de fábrica? Já tem no sangue que corre em suas veias o vírus da esperteza, da corrupção, do egoísmo exacerbado, da falta de ética e de compromisso com os bens públicos? 

Continuando a conversa citada no início desta narrativa, minha irmã tenta de forma tímida, certa defesa à nossa pátria, dizendo que naquela época o Brasil era bastante “desejado” por outros países, principalmente por Portugal, de quem era colônia de exploração. De imediato me veio a imagem de um verdadeiro brasileiro, D. Pedro I, claro, brasileiro de coração, pois mais que muitos brasileiros, lidou com ameaças revolucionárias e insubordinação das tropas portuguesas ficando contra a sua pátria mãe e se colocando ao lado do Brasil, dos brasileiros. Quem sabe até mesmo os caras pintadas, que mesmo sendo massa de manobra, saíram às ruas porque acreditavam em um país diferente. 

O que vemos hoje é um país de povo apático, subjugado ao julgo dos poderosos da mídia, do poder econômico e social, que se contentam com tão pouco, mas que se acham espertos quando deixam de devolver o troco quando foi passado a mais; quando fazem gambiarras para furtar água ou energia; sonegar impostos; ou trocar o voto por cesta básica, um calçado, ou uma dentadura. 

O Brasil é um país, é um pedaço do paraíso que não deu certo, pelo menos é isso que querem que acreditemos. 

Mesmo não tendo uma justa divisão de renda, temos a 6ª economia do mundo, tanto que a crise econômica que abalou o mundo no final dá última década e início desta, não promoveu grandes problemas por aqui; temos um dos modelos de saúde pública mais modernos do mundo, apesar de ainda não funcionar a contento; temos um clima e solo extremamente favoráveis à agricultura e agropecuária, como já dizia Pero Vaz de Caminha, “aqui em se plantando, tudo dá”, um local propício ao comércio, tanto que muitas indústrias estão se instalando no país, etc., etc., etc. O Brasil é um país próspero, mas mal administrado. 

Admiro o patriotismo de nações como os Estados Unidos que incentivam o patriotismo, não só esporte, mas também na política, na economia, em seus heróis, em suas manifestações culturais. 

O nosso Brasil é o país do luxo, do futuro, da prosperidade, da esperança, mas a nossa visão turvada, que transforma ao inverso o que vemos, o muda em lixo e nos cega das belezas e riquezas naturais e transforma o povo ordeiro, honesto, trabalhador em Carlinhos, Sarneys, Lulas e tantos outros que nos tiram o orgulho de filhos desta terra varonil. 

O nosso país hoje não é mais visto lá fora como o país da impunidade, da prostituição, e de refúgio de bandidos, podemos ver isso nas telas do cinema, ou nos periódicos internacionais, é admirado pelos estrangeiros, mas essa admiração não chega aos brasileiros que insistem em pensar que o nosso país não é o país do futuro e que bom mesmo é a casa do vizinho. 


EMERSON MARINHO 
Radialista Profissional 
DRT: 1813

23 junho 2012

O BRASIL OFERECE 10 BILHÕES DE DÓLARES PARA AJUDAR NA CRISE DA EUROPA


O Brasil propôs que países do Brics (países emergentes: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) disponibilizem bilhões de dólares em recursos ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para aliviar a crise na zona do euro. De início essa informação pode parecer absurda quando pensamos nas necessidades do nosso povo brasileiro. Na verdade esse montante de recurso viria a ajudar os países que investem gordos recursos no nosso país, países que financiam empresas que geram milhares de empregos no Brasil. Além disso, com esse empréstimo ganharíamos mais credibilidade e passaríamos a ter poder de sentar na mesa de negociação de assuntos de caráter global... Pelo menos é isso o que querem que nós engulamos.
De fato, a verdade pode ser visto sob vários ângulos, mas no ponto de vista das milhares de pessoas que passam fome todos os dias no Brasil, que precisam de assistência médica, de saneamento básico, de educação, de segurança, etc., etc. isso não passa de brincadeira de mal gosto.
É difícil compreender que um país que tem reservas internacionais, tem problemas básicos de saúde: é recorrente as matérias noticiadas pelos telejornais e jornais impressos de falta de atendimento em hospitais públicos, pessoas que passam horas na fila para conseguir atendimento ou esperar meses para realizar um exame; falta de vagas para internação, médicos que cometem erros pelo excesso de trabalho, e reclamam pela baixa remuneração.
É um absurdo pensarmos que vamos investir bilhões de dólares quando temos problema com a falta de seguranças, como policiais mal remunerados e mal equipados. E por falar em mal remuneração, isso é um problema que aflige a todas as classes. Isso pode ser sentido com as inúmeras greves que acontecem todos os anos.
Temos greves de metroviários; de rodoviários; de médicos; de professores municipais, estaduais e federais de policiais; de metalúrgicos; correio; etc., enquanto milhares e milhares de recursos são desviados todos os meses por políticos desonestos em negócios escusos, em desvios de milhares de recursos do erário público das prefeituras nos interiores desse nosso país. E enquanto uma categoria requer um reajuste de 17 % em seus vencimentos, se oferece em contrapartida, 1,5%, 2%, a justificativa é que o governo não tem recurso para pagar os trabalhadores como deveria.
Ou passamos o Brasil a limpo, ou toda a sujeira jogada embaixo do tapete irá nos soterrar com uma enxurrada de lama criada pelos nossos líderes postos no poder por confiarmos que iriam nos representar como merecemos.

26 maio 2012

XUXA: UMA TENTATIVA DE APAGAR O PASSADO?

Uma análise do texto da Cristiane Segatto: Xuxa e a doença do coração de pedra. Postado aqui.

O texto da Cristiane traz lampejos de lucidez e muitas vezes cai em profunda escuridão de conhecimento e preconceito. Dizer que a Tv está mais pudica é de uma inocência que beira ao absurdo. Se antes a nudez na tv era mais evidente, hoje a sexualidade é exacerbada. As nossas crianças estão cada dia mais prematuras, vejo que pelas histórias e cenas de sexo, quase explicito, que são veiculadas a qualquer hora do dia nas telenovelas fazendo com que milhares de crianças tenham suas primeiras experiências sexuais antes dos 10 anos de idade (experiências consentidas, sem justificar os casos de pedofilia e abusos sexuais que são crimes, abusos de incapaz). Não podemos esquecer dos programas em canal aberto que exploram a nudez (Pânico, Legendários, etc.) e que estão “livres” para todas as idades, repetindo as práticas recorrentes dos programas dos anos 80.
A censura que os meios de comunicação colocam na sua programação não passa de piada de mau gosto. Qual é o pai, ou mãe que proíbe os filhos de assistir tal programa por ter uma classificação para menores? Qual é a forma de controle, de orientação ou punição para os pais que desobedecem a essas regras? Não que eu seja a favor de qualquer tipo de retaliação ou controle aos pais, mas é para tomarmos ciência de vivemos num país de demagogias. Demagogias aonde o governo finge preocupação com o povo e do outro lado o povo que finge que o governo se preocupa com ele.
Quando ela critica os instruídos (acredito que a alguns) não os vejo como preconceituosos, mas como lúcidos a uma triste realidade, a uma realidade distorcida pelo sistema capitalista, muitas vezes pela própria mídia (ou os media), que fazem a grande massa almejar por uma realidade próspera, semelhante às das personagens das nossas telenovelas, que se inspiram, que buscam se reconhecer na trama a parecer com os personagens mais populares (digo, ricos e famosos). Não é insensibilidade o que se lê nas redes sociais (“verdades” ditas pelos mais “instruídos”), mas uma constatação de que ela representou, no passado, o símbolo do emburrecimento das nossas crianças e adolescentes e hoje busca mudar essa imagem negativa que perdura e vai perdurar na mente dos mais velhos por muitos e muitos anos.
A repercussão dada à entrevista da Xuxa é mais um exemplo da tentativa de apropriação da massa à vida dos ricos e famosos. Esquecemos das milhares de crianças que são abusadas todos os dias, que passaram por violências infinitamente maiores que as dela; que chegaram a engravidar sendo obrigadas a criar o filho por serem proibidas pela igreja a praticar aborto alegando que são a favor da vida (e quem é a favor da vida dessas crianças que tiveram a sua infância interrompida e tem que passar a cuidar de outra criança ainda sendo crianças?); que tiveram os seus sonhos ceifados e o seu futuro renegado a uma vida de limitações; ou que são obrigadas pelos pais a se prostituírem desde muito cedo em troca de alguns trocados; ou que se vendem por algumas pedras de crack; ou dos traumas psicológicos que irão perdurar para a vida inteira dessas crianças e que irão interferir nas escolhas desses cidadãos brasileiros.
Não sou insensível ao sofrimento da Xuxa, é muito triste o que aconteceu com ela, só coloco na balança o tamanho do sofrimento de lado a lado, e como se deu repercussão a um e a outro já parece banal. Os questionamentos que ora faço, não tem nada a ver com o lado pessoal da apresentadora, mas ao que ela representou profissionalmente de negativo para a nossa sociedade e as nossas crianças.

14 maio 2012

O ENDEUSAMENTO DA IMPRENSA PELA IMPRENSA

Não é de hoje que muitos teóricos qualificam a imprensa de 4º Poder, outros lhe dão o título de 1º Poder e são várias as justificativas que não cabe aqui enumerá-las. Mas se justifica afirmar que muito se dá pelo poder que tem a mídia de, muito além de informar, manipular a opinião a ponto de ditar regras de comportamento e influenciar as escolhas da sociedade. Quem não lembra da eleição do ex-presidente Collor e do posterior processo de impugnação de mandato, Impeachment, que culminou com a renúncia do mesmo? Muitos comentaristas argumentam que a Globo foi determinante para a vitória do candidato, principalmente por conta da edição do último debate entre Collor e Lula que foi veiculado no Jornal Nacional que teria beneficiado o primeiro. Quanto ao impeachment, a própria sociedade é consciente para afirmar que a Globo foi determinante para o processo de impedimento e que os alardeados “caras-pintadas”, tidos como heróis nacionais, não passaram de massa de manobra daquela, que na época, era a principal emissora do país. 

Faço esse prólogo para entrar no assunto que hoje é pauta nos principais meios de comunicação oficial e nas mídias sociais, o caso da ligação entre um dos diretores da revista Veja e o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Não vou entrar no mérito da questão se a revista tem credibilidade ou não, mesmo porque isso seria um dissenso da minha parte, falaria baseado no que ouço falarem, pois não sou leitor, assíduo, da revista e não teria autoridade para questionar o seu conteúdo. Nem tampouco iria nivelar por baixo todos os profissionais daquela instituição, jogando-os na mesma sarjeta profissionais sérios e sujeitos inescrupulosos. 

De início evoco a afirmação do deputado Federal, Fernando Ferro (PT-PE) dada à equipe de reportagem do Domingo Espetacular da Tv Record (Assista ao vídeo) que foi ao ar neste domingo (13/05): “Aqui no Brasil de repente se parece como se fosse coisa de outro mundo, um diretor de uma revista, ou o dono de um conglomerado desse ser chamado. Essa elite que fica numa blindagem, que não pode ser... O que que é isso? A democracia e a lei tem que valer pra todos”. 


Vou tomar apenas o início da “admiração” atribuída por ele à população brasileira, mas vou desvirtuar e levá-la para a própria imprensa, que parece estar surpresa com os casos de falta de ética de (alguns) profissionais da própria imprensa. Contrário à repercussão dada neste momento ao comportamento imoral do diretor da Veja, temos que ter a consciência de que há maus profissionais em todas as esferas e que na imprensa, não é diferente, está muito longe de termos só santos, e muito longe mesmo. 

Volto ao título deste post, o endeusamento da imprensa pela própria imprensa. 

As nossas editorias de jornais (televisivos, de jornais impressos, rádios, blogs, etc) são formadas por seres humanos que vivem num país com visão extremamente capitalista que prega a aquisição de bens e riquezas a qualquer custo, terreno fértil para a corrupção. O esquema que envolve o diretor da revista Veja em Brasília, Policarpo Júnior, e o Carlinhos Cachoeira é apenas mais um exemplo de manipulação de informação por parte das mídias, e não falo apenas das oficiais, as mídias sociais também fazem uso deste recurso, podendo não ser objetivando recursos financeiros, mas benefícios ideológicos. Mas a questão posta em voga é estritamente a (falta de) ética no jornalismo. Assunto hoje tão discutido nos meios acadêmicos. 

Quem não conhece um jornalista que exerce sua função em rádio, revista, tv, site ou blog e é assessor de um político? Isso é ético? Como pode ser imparcial se ao mesmo tempo em que trabalha a imagem desse cidadão tem a obrigação de fiscalizar (como jornalista) a conduta desse mesmo sujeito? Além disso, essa prática é proibida pelo Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros que proíbe que, como repórter contratado de algum jornal, o jornalista escreva sobre o órgão em que também seja contratado como assessor (artigo 7.º, inciso VI), o que na prática não funciona. Quem não sabe que quase 100% dos meios de comunicação (oficial) são de propriedade de políticos ou de pessoas ligadas a eles, e que a editoria dessas mídias passam pela aprovação (ou desaprovação) dos seus proprietários? E que até mesmo as rádios, ditas comunitárias, estão a serviço de políticos? Quem trabalha em um meio de comunicação sabe que aquela famigerada pratica chamada censura ainda hoje existe um pouco mais floreada com o título de autocensura, mesmo para aqueles profissionais que se dizem sério e que buscam a todo custo ser éticos. 

O que reina na imprensa, infelizmente, é a hipocrisia; é um faz de conta; é a própria “Demagogia da Imprensa” que a prega como a injustiçada quando atacada, mas que se utiliza de seu poder e influencia para atacar quem não “reza na sua cartilha”, acusando, intimidando, ou chantageando, mesmo que de forma velada, mascarada. 

O corporativismo impede com que se crie um Conselho de Jornalismo, ou melhor, um Conselho de Imprensa que julgue os atos reprováveis e vergonhosos desses profissionais e os puna exemplarmente, da mesma forma que ocorre com outros Conselhos, como o de Medicina. Pois teme que seja cerceado o seu direito de falar o que quer que seja, quando quiser, a hora que quer, e de quem quer que seja. 

A imprensa cria, para a população e para si, a falsa ilusão de que os jornalistas não mentem, que são imparciais, que tem total preocupação com o interesse público, que são incorruptíveis, que obedecem as leis cegamente, mesmo quando essas leis são criadas para uma auto regulamentação, se colocam na condição de semideuses. Na verdade há muitos profissionais sérios, acredito que a grande maioria, que tenta fazer o seu trabalho isento cumprindo a função social de fiscalizar os poderes instituídos e a própria sociedade como um todo. Jornalistas que trabalham para responder as perguntas que todo cidadão tem o direito de fazer. Mas há uma parcela que funciona como uma maça podre que apodrece todas as outras, ou que denigrem ou maculam a imagem de toda uma classe. 

Assim, como disse o deputado Fernando Ferro, “a democracia e a lei tem que valer pra todos”, dos donos dos grandes conglomerados, como a todos os profissionais de comunicação, independente do tamanho da empresa que trabalhem. Se há que tirar a blindagem e tratar a todos como iguais, susceptíveis a erros, e que no caso da transgressão das leis ser julgado como a lei exige e punido como a justiça determinar.

10 maio 2012

PARLAMENTARES QUASE SAEM NO TAPA DENTRO DA CPMI DO CACHOEIRA

O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e o senador Humberto Costa (PT-PE) quase sairam no tapa durante depoimento do delegado Matheus Rodrigues na CPMI do Cachoeira.Lorenzoni criticava a decisão do presidente da Comissão, Vital do Rêgo (PMDB-PB), de permitir a presença dos advogados dos acusados sem dar ciência aos demais integrantes da comissão.

O deputado disse que a reunião já estava virando um circo, quando foi interrompido por Costa.
Os dois começaram a bater boca e quase brigaram, fato que só não ocorreu porque foram contidos por colegas.
Segundo Lorenzoni, a confusão começou com a interrupção de Costa, ao dizer que a reunião já tinha virado um circo, porque o deputado era um “palhaço”.
Lorenzoni respondeu que o senador era um sanguessuga.
Humberto Costa negou que tenha chamado o deputado de palhaço.


POST DE TALES FARIAS COLUNISTA DO PODER ONLINE DO IG 


"Já começaram as manobras". Assim posso definir a tônica do que será essa CPMI do Cachoeira. Será muito bate boca, muitas acusações e indefinições. E isso tem uma explicação clara e razoável, há ainda muita gente para ser levada por essa "cachoeira" de corrupção, de desvios de verbas, etc, etc, etc. 
E mais, tem muito peixe grande que está tentando se salvar, como fazem algumas espécies de peixe na época da piracema, e orientam os seus apadrinhados políticos a tumultuar as reuniões para que não haja mais investigação, ou fazer com que a própria CPMI entre em descrédito para a população, justificando ser encerrada.

Palhaço
De fato o senador Humberto Costa não chamou o deputado Onyx Lorenzoni de palhaço, porque palhaços somos nós que assistimos de "camarote" os recursos destinados a atender as necessidades básicas da população escorrendo pelo ralo, indo desaguar no bolso de parlamentares e políticos que se dizem preocupados com os menos favorecidos economicamente, em forma de cachoeira (desculpem o trocadilho infeliz) e ainda sorrimos disso tudo, quase um exemplo de "sadomasoquismo", sofremos, mas aceitamos tal sofrimento, como se fosse natural.

Não se assustem se o destino do Cachoeira for o mesmo do jornalista e blogueiro, Décio Sá; do prefeito de Santo André, Celso Daniel, para não citar tantos outros que tiveram as suas vidas abreviadas e interrompidas por saberem demais, o clássico: queima de arquivo.

Deus queira que não, que eu esteja enganado, mas já sinto ao longe um cheiro de pizza, e das gigantes.

Emerson Marinho