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12 dezembro 2012

HACKER DIZ TER FRAUDADO ELEIÇÕES NO BRASIL SEM INVADIR URNA ELETRÔNICA


A urna eletrônica é objeto de polêmica no Brasil: muitos especialistas dizem que ela é passível de fraude. Mas parece que ela não é o único problema: um hacker, aparentemente vivendo sob proteção policial, diz ter fraudado o resultado de eleições este ano – e sem invadir qualquer urna eletrônica.
No seminário “A urna eletrônica é confiável?”, realizado no Rio de Janeiro por institutos ligados ao PR e PDT, o hacker Rangel afirmou que teve acesso ilegal à intranet da Justiça Eleitoral no RJ, e que modificou resultados para beneficiar candidatos da Região dos Lagos. Um dos beneficiados seria o deputado Paulo Melo (PMDB), atual presidente da Assembleia Legislativa do RJ (Alerj).
Rangel, de 19 anos, ainda disse que não atuava sozinho: ele fazia parte de um pequeno grupo que alterava resultados antes de serem enviados ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Como? Tendo acesso privilegiado à rede da Oi, que fornece a infraestrutura para a Justiça Eleitoral do RJ. Eis o que ele diz:
"A gente entra na rede da Justiça Eleitoral quando os resultados estão sendo transmitidos para a totalização e depois que 50% dos dados já foram transmitidos, atuamos. Modificamos resultados mesmo quando a totalização está prestes a ser fechada."
As acusações são mesmo reais? Bem, Rangel disse que já prestou depoimento na Polícia Federal, mas ainda não vimos nenhuma declaração pública a respeito. Por isso, a deputada estadual Clarissa Garotinho (PR) prometeu investigar mais o assunto; enquanto Fernando Peregrino (PR), que organizou o seminário, diz que vai levar a denúncia “às últimas consequências”.
Além da rede, as próprias urnas eletrônicas são rodeadas por certa desconfiança: o voto é apenas digitalizado, o que aumenta o potencial de fraudes; não há auditoria independente dos votos; e ela pode ser invadida com as ferramentas certas. Alternativas não faltam: em outros países, ou o voto é impresso (além de ser digitalizado), ou ele é associado a um código que você pode usar depois para checar seu voto após as eleições.
Se for confirmada, a invasão à rede da Justiça Eleitoral será, para ela, mais uma dor de cabeça. Caso haja mesmo fragilidades em sua rede – que ela garante ser segura – teremos que reavaliar a forma como votamos no Brasil.

FONTE: MSN TECNOLOGIA

31 outubro 2012

O ENGODO DOS DISCURSOS DAS COTAS RACIAIS


O discurso ontológico de que as cotas servem para corrigir distorções históricas causadas por décadas de escravidão e discriminação com os negros no nosso país traz consigo uma série de imbricações que este ano começam a surgir após a adoção do sistema de cotas raciais pelas instituições federais por determinação do governo federal. A lei, sancionada pela presidente Dilma Rousseff, prevê que todas as universidades e institutos federais do país reservem 50% das vagas para alunos que tenham feito todo o ensino médio na rede pública. Desse total, metade será destinada a quem tem renda familiar de até 1,5 salário mínimo por pessoa. E dentro desse universo de vagas destinadas a estudantes de escolas públicas serão aplicados os critérios raciais.

Mais uma vez, volta também, os velhos discursos dos anticotistas que afirmam que é uma forma velada de sectarismo, de preconceito racial ao afirmar que os negros são incapazes de disputar com o outro universo.
O maior dos problemas é que o sistema de cotas foi compreendido apenas no sentido de que as cotas se destinam para quem se declara negro, e em se tratando de Brasil, um país de grande miscigenação, não é fácil qualquer um alegar que por suas veias corre sangue dos negros. O que já foi um problema para diversas instituições, inclusive a UFMA que teve que responder à justiça pelos critérios utilizados pela instituição para determinar a “negritude” deste aluno em detrimento de outro. No caso a família entrou na justiça, pois foi classificado um irmão gêmeo como negro, enquanto o outro não.

Outro grave problema das cotas é prejudicar a qualidade, o nível dos cursos e por consequência dos profissionais formados pelas instituições de ensino, pois as instituições federais são obrigadas a aprovar os estudantes, mesmo que não estejam habilitados, que tenham conhecimento para compreender as disciplinas apresentadas durante o curso, ou que acompanhem os assuntos dispostos, o que leva os professores a reduzir a qualidade do curso para que todos acompanhem, prejudicando os mais qualificados, ou avançar com o assunto prejudicando o aprendizado dos cotistas. E afirmar que os professores não precisariam reduzir a qualidade do ensino, pois os alunos aplicados se desdobrariam para acompanhar o assunto é afirmar que os mesmos seriam capazes de se esforçar para serem aprovados na prova universal. Outro problema é que para alguns cursos, como direito e medicina, no caso dos cursos superiores, os estudantes teriam que adquirir livros e/ou equipamentos, muitas vezes muito caros, e que os cotistas não teriam condições de comprar. Fica uma indagação e ao mesmo tempo uma sugestão, o governo não deveria assumir, também, esse ônus?

Talvez a solução fosse determinar que as universidades públicas fossem destinadas a quem cursou ensino público por toda a vida acadêmica, enquanto as faculdades e universidades particulares se destinariam aos estudantes de ensino particular. Mas entraríamos em outro grave problema que já começa a despontar no ensino brasileiro, o sucateamento do ensino público superior em detrimento da valorização do ensino particular, como já acontece com o ensino fundamental. Entretanto fico com o feijão com o arroz, a valorização do ensino fundamental, com o investimento tanto no ensino/aprendizado como nos professores. Os apoiadores das cotas, até alegam que essa seria uma solução a longo prazo, é verdade, mas quando o governo assume adotar as cotas abdica de investir no ensino público, acreditando que o povo se contentará com essa medida paliativa.

Emerson Marinho
DRT: 1813

24 outubro 2012

O QUE NINGUÉM FALOU SOBRE O DEBATE DA MIRANTE AM


Após o debate realizado na manhã desta terça-feira, 23, entre os candidatos a prefeito de São Luís em segundo turno, Edivaldo Holanda Jr. e João Castelo, promovido pela Rádio Mirante Am e mediado pelo jornalista Roberto Fernandes, muitos comentários foram feitos apontando críticas aos dois candidatos pelo nível do debate aonde procuraram mais fazer acusações do que apresentar propostas.
No entanto, o que ninguém falou é que a principal culpada pelo desastre do debate foi a própria Mirante com o seu “modelo” pouco “convencional”, “criativo” e funcional.
De acordo com a especialista em Comunicação Social e pesquisadora na Universidade Nova de Lisboa, Janaína Leite, na obra "Os presidenciáveis no ringue eletrônico" em um debate verdadeiro deve haver “(1) um confronto, (2) em tempo igual e adequado, (3) entre opositores de mesmo nível, (4) com temática pré-definida e declarada (5), para conquistar a audiência”.
Os organizadores do debate cometeram um grande equívoco (quiçá não tenha sido opcional, o que não duvido) quando não direcionaram as perguntas dos candidatos para que houvesse um “debate” de nível, pelo contrário foi montado um ringue aonde os candidatos foram jogados como gladiadores, como era feito na Roma Antiga aonde os cristãos eram jogados aos leões, e salve-se quem puder.
No início foi dado tempo para as declarações de aberturas dos dois candidatos com uma indagação bem oportuna “porque você quer ser prefeito de São Luís? O que coube a cada um responder como bem lhe aprouvesse. Em seguida foi aberto espaço para que os dois candidatos fizessem perguntas com tema livre entre si, o que foi repetido no terceiro bloco. Aqui aconteceu o grande problema do Debate, tanto que o Castelo trouxe recorrentes vezes a indagação sobre o vídeo que circulava pela internet e que foi divulgado pelo programa de tv, no dia anterior, e fugiram ao objetivo do evento que era apresentar e avaliar as propostas de melhoria da cidade para os próximos quatro anos. O resultado foram agressões mútuas que acabou sobrando para os familiares.
No entanto, houveram dois momentos importantes no debate, e talvez os únicos, para quem esperava um debate de alto nível, quando no segundo e quarto blocos os internautas fizeram perguntas com temas pré-selecionados.

Emerson Marinho
DRT: 1813

23 outubro 2012

O POVO PERDEU COM O DEBATE DA MIRANTE


Quem se ligou na Rádio Mirante Am, ou no portal Imirante para acompanhar o debate entre os dois candidatos aspirantes ao cargo de prefeito de São Luís, e suas propostas para os próximos 4 anos, viu um festival de baixarias e acusações.

Nos dois primeiros minutos em que cada candidato tinha para apresentar as razões pelas quais merecia ser prefeito, Castelo trouxe as obras realizadas quando ele foi governador do estado, como se essas fossem presentes ao povo e não obrigação da sua gestão. Edivaldo volta ao seu discurso de sempre que vai fazer um governo de diálogo.

Em seguida, Castelo aproveitou o espaço para trazer à tona o vídeo que circula pela internet e reproduzido ontem no seu horário eleitoral gratuito da tv aonde sugere a criação de uma milícia de militares e bombeiros, por parte do Edivaldo, para combater o governo Castelo. Edivaldo se defendeu, como fez em nota apresentada ontem mesmo nos meios de comunicação e internet, alegando que foi montagem com o intuito de prejudicar a sua imagem, e sua campanha, atitude desesperada de quem está perdendo nas pesquisas. Ele justiçou sua presença no encontro, afirmando que se reuniu com os militares e seus familiares para apresentar suas propostas e em seguida saiu do local.

Edivaldo acusou Castelo de não saber gerir a prefeitura e que ao longo dos últimos 4 anos a cidade ficou abandonada e se ele não fez quase nada durante esse tempo, não vai fazer com mais uma gestão.

O debate girou em torno da educação e saúde, principalmente dos recursos do governo Federal que foram devolvidos por não terem sido utilizados em nossa cidade pela prefeitura municipal. Castelo se mostrou muito nervoso desde o início buscando atacar o Edivaldo e esperando que ele perdesse a compostura ou a tranquilidade como aconteceu no debate realizado pela Tv Mirante no primeiro turno.

Os dois se acusaram de mentirosos todo o tempo buscando mais confundir os eleitores do que esclarecer as acusações feitas pelo adversário.

Quem esperava que o Castelo fosse defender o VLT como carro chefe de sua campanha como fez no primeiro turno, viu que ele fez apenas duas referências e como se quisesse escondê-lo, pois foi o grande responsável pela perda de muitos votos no primeiro turno.Os momentos mais produtivos foram proporcionados pelas indagações feitas pelos internautas, quando os candidatos tentaram apresentar propostas, mas ainda assim encontravam oportunidade de agredir o adversário.

O descontrole do Castelo foi tão grande que próximo ao final do debate, chama Edivaldo e seus correligionários de “comunistas e subversivos”, trazendo à tona os discursos utilizados durante a ditadura militar.

SALDO DE DEBATE
Todos saíram perdendo. Edivaldo, por ter que abandonar o seu discurso de campanha de não agredir o seu adversário, tendo que trazer até mesmo familiares do Castelo para o debate. Castelo, por se mostrar despreparado e nervoso para o debate e se fixado apenas no vídeo e acusações a Edivaldo. O povo, por ter perdido o seu tempo quando esperava ouvir propostas e não uma discussão de comadres que beirou o ridículo. 

Emerson Marinho 
DRT: 1813

22 outubro 2012

PRECIPITADA AFIRMAÇÃO DO SECRETÁRIO ADJUNTO


A última semana para o 2º turno das eleições municipais em São Luís é marcada por um clima tenso. De um lado, o atual prefeito, João Castelo, tem tido problemas com a sua campanha o que tem potencializado seus ataques ao adversário e sua família sem que isso tenha se revertido em mudança dos números das pesquisas de intenções de votos apresentados pelos institutos, que mantém a diferença entre os dois.
A sede pelo poder tem trazido à tona táticas de guerrilha, de lado a lado.
Do lado do Castelo as criticas se intensificam trazendo a religião para o campo da disputa política, por ser o seu adversário, evangélico. Edivaldo aparece junto com seu grupo em vídeo conclamando militares e bombeiros a formar o Comitê dos Militares para 2012. Em determinado trecho do vídeo é possível ouvir: É PIOR QUE O GRUPO QUE MATOU BIN LADEN.
É clara a necessidade de se trazer Forças Federais para o pleito que se aproxima, não só para evitar abusos de poder, mas também fraudes e a possível violência entre os partidários de parte a parte que pretendem ganhar o poder custe o que custar.
Sobre o vídeo que circula pela internet, me permito discordar do secretário adjunto de Segurança Pública, Laércio Costa, quando afirma que “a veracidade do vídeo é clara”. Como profissional de comunicação com experiência em edição de áudio e vídeo, vejo que o vídeo PODE se tratar claramente de uma montagem, ou mesmo fruto de edição. O inicio do vídeo mostra-se muito picotado, fruto de vários cortes, que pode decorrer de várias “paradas” durante a gravação ou de vários cortes na edição o que se caracteriza montagem, pois o conteúdo pode ser manipulado em conformidade com interesse de terceiros. Na parte final do vídeo, o áudio pode ter sido gravado em outro momento e acrescentado posteriormente. Há que se fazer uma perícia por profissionais qualificados para comprovar a veracidade do vídeo, que JAMAIS poderia ser dada como clara.
De outro modo, quando em nota o candidato Edivaldo Holanda Jr, afirma, "desafiamos o Sr. João Castelo a apresentar um único ato de violência que foi praticado por essa suposta milícia" dá a entender que milícia deve ser considerada apenas na acepção negativa do termo, grupo de militares que praticam violência, o que na realidade não deve chegar a tanto.
Do exposto, dois pontos devem ser analisados:
- Vemos de que lado o principal grupo de comunicação do Estado se colocou;
- Mesmo que o vídeo seja uma montagem é preciso que seja aberta uma investigação ampla para saber o que se pretendia com Comitê dos Militares e quais as ações que pretendiam realizar durante as eleições deste domingo; Entretanto, é necessário que a investigação seja feita por forças federais, pois a polícia do nosso estado hoje não é imparcial, pelo menos o seu comando.

Emerson Marinho
DRT: 1813